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A revolução da impressão em 3D
Jaime Leitão
18/05/2017 05h00
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As impressoras em 3D estão contribuindo decisivamente para avanços em vários setores. Um dos mais beneficiados é o da medicina. Os médicos podem imprimir em 3D cópias perfeitas de órgãos que irão ser operados para ter uma visão precisa do procedimento a ser realizado. Isso vale para fígado, coração, pâncreas, rins. Daqui a pouco serão todos.
 
Li agora notícia no “Estadão” que coloca ingredientes novos nesse avanço: “Ovário impresso em 3D. E fértil”. Segundo o jornal, cientistas norte-americanos conseguiram a proeza de fazer com que camundongos fêmeas gerassem filhotes após terem os ovários substituídos por próteses impressas em 3D. Para os cientistas, esse estudo poderá contribuir em um futuro não muito distante para dar valiosa contribuição no tratamento de mulheres com câncer.
 
A técnica, desenvolvida por eles, consiste em aplicação de várias camadas de hidrogel superpostas, para que ganhem solidez, submetidas a temperaturas bem baixas. A partir daí surge o ovário sintético. Camundongos inférteis recuperaram a fertilidade dessa forma e geraram camundonguinhos perfeitos.
 
A ideia é que mulheres inférteis possam ter filhos após terem implantado o ovário sintético. O estudo foi publicado esta semana na revista científica Nature Communications. A impressão em 3D, além de ser utilizada nas indústrias como protótipo de novas peças, pode também produzir peças definitivas. Engenheiros e arquitetos já projetam e montam casas nesse processo.
 
Pena que a tecnologia 3D não produza ainda políticos imunes à corrupção. Quem sabe um dia. Se esse estágio de perfeição for atingido, tudo será possível. Ficção e realidade mais uma vez se misturam. Daqui a algumas décadas imagino uma criança dando uma entrevista dizendo que nasceu de um óvulo em 3 D. Quando,  há quase vinte anos, uma aluna em classe me disse que ela havia sido um bebê de proveta, achei extraordinário. Hoje ninguém mais estranha. O fato se tornou corriqueiro. A impressora em 3D, daqui a algumas décadas, será utilizada em quase tudo.
 
Poderemos imprimir já nos próximos anos pizzas e outros pratos, nos mais variados sabores, usando essa tecnologia que está só no começo, já produzindo frutos incríveis.
 
Robôs em 3 D já existem. O que não considero uma boa ideia é criar robôs em 3D como namorados ou namoradas. Não se pode substituir o humano em nós. Já o uso excessivo das novas tecnologias está nos isolando em ilhas virtuais, mas não podemos perder a nossa essência humana, o contato próximo, sem a mediação de máquina ou robô. Corremos esse sério risco. Seria trágico se isso acontecesse. Inteligência artificial também é uma revolução, mas o perigo é perdermos o comando para máquinas com poder de nos enfeitiçar e nos dominar. Já estão aí em plena ação? Há indícios fortes que sim. Isso é desolador.

Jaime Leitão

é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação


 
 
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