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Ataques cibernéticos
Jaime Leitão
16/05/2017 05h00
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Desde a última sexta-feira, não param os ataques cibernéticos por hackers quase em todo o planeta. O país mais atingido foi o Reino Unido, com sistemas operacionais em empresas de ramos variados, hospitais e órgãos públicos que também tiveram parte do serviço interrompido e parcela significativa dos documentos roubada.
 
No Brasil, também os ciberataques aconteceram. Esses ataques que ocorreram em 99 países na sexta-feira apontam para a vulnerabilidade do sistema em rede que, segundo os especialistas, deverá sofrer mais e mais ataques a partir de agora, pela dificuldade de rastrear a rede para descobrir quem são esses hackers que conseguem invadir sistemas que aparentam ser seguros, mas não são.
 
No mundo virtual, não há segurança. A navegação se dá de uma forma ultrarrápida, com bilhões de pessoas conectadas, o que dificulta em muito encontrar os autores dessa nova modalidade de crime que tende a se alastrar.
 
No sábado, foi noticiado que um jovem britânico de 22 anos, anônimo, havia conseguido desarmar o ataque, mas ele alertou que esse desarme funcionaria por pouco tempo. De fato, ontem veio a notícia de que centenas de milhares de computadores e quase 30 mil instituições na China, incluindo agências governamentais, teriam sido afetados. Ainda não se sabe se esses ataques ocorreram na sexta ou depois.
 
O vírus do tipo “ransomware”, que explora uma falha no sistema Windows, infectou na Europa centenas de milhares de computadores. Um outro ataque surge, agora entre os poderosos. O presidente da Rússia, Putin, acusa a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) de ter criado o supervírus para espionar a Rússia e outros países. Já o governo norte-americano acusa o governo russo de ser responsável pela disseminação do mesmo.
 
Os hackers exigiram resgate em moeda virtual para devolver os programas furtados e há controvérsias sobre os valores recebidos por eles nessa investida.
 
O diretor jurídico da Microsoft Brade Smith afirmou sobre os ataques: “Um cenário equivalente com armas convencionais seria o exército dos EUA terem seus mísseis Tomahawk roubados”.
 
Nos últimos dias, a rede está muito oscilante, com diversas interrupções. E li postagens de outros internautas apontando para o mesmo problema.
 
Se já havia motivos para estarmos inseguros no mundo virtual, o ataque sem precedentes ocorrido na última sexta-feira causa ainda mais insegurança.
 
Por mais que os governos e instituições privadas invistam em segurança digital, os hackers conseguem descobrir brechas e praticam um novo tipo de terror, que deixa o mundo refém desses piratas que usam a tecnologia mais avançada com o objetivo de destruir ou roubar informações, fazendo chantagem para lucrar com isso. Assustador.

Jaime Leitão

é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação


 
 
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