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Poder
José Faganello
30/05/2017 12h02
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“Não é preciso que o poder recaia em homem de grande capacidade; decoro e probidade é tudo o que necessita”. (Lucas Alemán Ideário).
 
Estamos numa situação política inusitada. Nossa República, que deveria ter seus expoentes como exemplos de decoro e probidade, vê-se denunciada diariamente em noticiários de escandalosos desvios de conduta por parte de seus mandatários.

O regime republicano tem como eixo e bússola a legislação civil. A lei para ser eficaz precisa ter como suporte uma justiça que prioriza os princípios da liberdade e puna com rigor e sem delongas aqueles que desobedecerem às leis. A impunidade desmoraliza as leis.

Emmanuel Kant, em “Antropologia do Ponto de Vista Pragmático”, enumerou quatro tipos de poder:
 
A-Lei e liberdade sem poder (Anarquia).
B- Lei e poder sem liberdade (Despotismo).
C-Poder sem liberdade nem lei (Barbárie)
D-Poder com liberdade e lei (República)
 
Em qual dessas categorias nosso país se classifica?
 
Temos poder que não segue as leis e pouco faz para que sejam cumpridas. Isso é comprovado pelo incalculável número de ocupantes de altos cargos públicos acusados de terem violado leis, desviando recursos, aceitado subornos no lugar de serem zelosos guardiões da coisa pública; esses dificilmente recebem o devido castigo. O Foro Privilegiado é um escárnio. Os estudados devem receber maior pena do que o ignorante.
 
Para uma República não é seguro que haja um poder superior a todos os outros, a divisão tem como escopo impedir que haja abusos por parte de qualquer um deles. No Brasil não funciona assim, além de abusos e desvios constatados nos três, o executivo, por muito tempo, sobrepôs-se aos outros dois e agora é refém do Congresso, conseguido aprovar leis, a custa de doar cargos e o judiciário protela indefinidamente os processos que lhe chegam, sendo que muitos caducam pelo excesso de prazo
 
Os ocupantes de cargos públicos, salvo escassas e honrosas exceções, são tomados por uma loucura política, que intensifica seus instintos e passam a se acharem senhores de tudo. A ambição os torna feras desvairadas e obcecadas a não mais largarem o poder e a permanecerem alheios aos malefícios que provocam e acreditarem que sempre sairão ilesos.
 
É inerente ao ser humano a busca da fortuna. Esse desejo, contudo, é paradoxal, pois se atingimos a meta desejada passamos a querer outra. A prova está nas delações, não se contentaram com milhões, buscaram bilhões.
 
Quando me familiarizei melhor com a internet e sua instantânea capacidade de intercâmbio de informações, exultei-me, pois, conclui, o cidadão internauta terá condições de acompanhar em tempo real o que se passa e ser-lhe-á muito fácil estabelecer contatos, formar grupos de pressão sobre nossos governantes, caso seja necessário.
 
Descobri,desiludido, que a avalanche de significados ofertados são efêmeros e descartáveis. Há pouco interesse para reflexão e para capturar os elementos essenciais para a formação cívica.
 
A mídia eletrônica caracteriza-se pela superficialidade. O internauta é afogado pelo mar de informações e banalidades com que se depara, mas sem garantia da veracidade e objetividade das opiniões emitidas, principalmente se de fontes oficiais.
 
No lugar de melhorar a cultura, percebe-se um progressivo aumento de analfabetos com uma apatia em se envolver com política e um número crescente de autômatos mecanizados, de fácil manipulação pela falsa propaganda, estatísticas e endeusamentos continuadamente martelados e absorvidos como reais, pela maioria da população.
 
Outro malefício está sendo a progressiva queda dos jornais e revistas pois,a Internet, a TV e o celular, jamais atingiram a profundidade ,sabor e o poder de uma leitura no papel. 

José Faganello

é professor


 
 
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