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Reflexões sobre o amor
Plinio Montagner
30/05/2017 12h06
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O amor é o aconchego mais presente na receita da felicidade. É o ar, a água e o alimento da vida. A alegria e a vontade de viver dependem dele. Pode-se imaginar que o amor é uma ilusão, mas seria um contrassenso, pois é ele que faz regozijar nosso coração. 
 
Uma escritora amiga escreveu que o amor não deixa envelhecer; é o antídoto para a suposta velhice e o elixir milagroso da eterna juventude.
 
Diz também o dito popular que tudo é bom dura pouco e traz algo ruim. O amor tem também seu lado malvado. É capaz de gerar angústias, importunar a paz e incitar tristezas se for traído, rejeitado, desfeito ou perdido pelo infortúnio.
 
O amor de paixão é sentimento perigoso porque motiva desventuras e ser passageiro.
 
A amizade e o amor são sentimentos iguais a um bolo feito com requinte, na medida certa, saboreado moderadamente, sem excesso, sem pressa, e suficiente para saciar a carência. 
 
O tempo e o amor formam equações que podem fazer mal, assim como o alimento não preservado e consumido dentro do prazo de validade. É certo que o que vale é o hoje, mas é bom cultivá-lo diariamente, como a planta que precisa ser aguada todos os dias. Outra dica é manter certa distância dele, nem muito longe nem perto demais para não enfadar.
 
O narcisismo, ou amor narcisístico, é dedicado a si, é achar-se belo. O individualismo é a sua principal característica pela ausência de outros na relação. E o amor platônico? É lindo, mas também solitário.
 
O amor a Deus é um sentimentos demasiado puro e sincero, mas precisa ser brotado e sustentado pela fé. Ele decorre da espiritualidade vivida em dimensão que faz o homem transcender.
 
Na idade da reflexão tudo se arrefece, seja pelas perdas, seja pelo isolamento. Nessa fase o homem procura reencontrar a alegria e o sentido a sua vida. Aproxima-se da natureza, compra uma chácara, faz uma horta, um jardim, planta árvores, adota animais, participa de caminhadas, realiza trabalhos voluntários, matricula-se em cursos de línguas, de música, de dança, faz uma faculdade, escreve um livro, enfim, realiza sonhos.
 
A internet, o Facebook, o WhatsApp, o celular e o Google são seus santos remédios para as noites de insônia, afugentar a melancolia e socorrer desamparados de afetos e do ócio pernicioso. 
 
O misticismo despertado pelo isolamento e as experiências da vida abre espaços à meditação, à contemplação do Universo, ao fortalecimento da fé e da espiritualidade. 
 
E o amor de amigo? Segue um texto que recebi de um internauta, de autoria do jornalista, escritor e apresentador, Pedro Bial: 
Amor de amigo
 
“Amor de amigo é coisa engraçada.  É diferente de amor de pai, de mãe, de namorada, de amor fraternal, de amor de avó, de avô... 
 
Amor de amigo é o que mais completa a gente. Um amigo não precisa estar com a gente o tempo todo porque amor de amigo vence a distância. Amigo que é amigo mesmo, pode até ter outros amigos porque amor de amigo nunca acaba. Ele se multiplica. 
 
Tem amigo de tudo quanto é jeito: de infância, de escola, de bairro, de igreja, de faculdade, de internet, amigo de amigo. Tem amigo que a gente nem se lembra de onde veio, e cada um tem o seu espaço guardado na memória e no coração. Amigo é amigo porque está presente nos momentos mais importantes da vida da gente. 

Plinio Montagner

 
 
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