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Uma ação sistêmica
Marcelo Pelucio
05/05/2017 06h00
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Riqueza das ideias e desafios impulsionam a existência da espécie humana, tem íntima ligação com a liberdade adquirida e demanda tolerância dos processos resultantes dela. Uma das definições para a emancipação desses seres, relaciona-se com a habilidade do homem de tomar consciência dos enfrentamentos necessários na vida nem sempre se apresentam estáticos no ambiente e podem ser criados por ele mesmo. Em cada uma das ações ou escolhas geralmente envolve a ansiedade. 
 
Preocupações, nervosismo ou desconforto sobre a incerteza dos resultados ou apreensão a respeito do futuro, explicam a ansiedade. Experimentada constantemente, consegue originar distúrbios generalizados, aflição incontrolável e diferentes sintomas como na síndrome do pânico capaz de acarretar ansiedade súbita, medo intenso e recorrente. Nas fobias irracionais contra objetos, estímulos ou situações. Distorções cognitivas associadas à perturbação emocional e muito mais.
 
Baseados supostamente em experiências vivenciais, os transtornos sociais, demonstram preocupação excessiva nas interações e os indivíduos passam a viver isolados, apresentam medo persistente e agem de forma embaraçosa. 
 
Existe maneira de se precaver?
 
O relaxamento físico traça um formato para propiciar o desenvolvimento de habilidades fundamentais e oferece benefícios sustentáveis. Uma técnica que ativa parte do sistema nervoso central, denominado de parassimpático responsável em controlar a homeostase, pressão arterial, promover a ‘calma’... Analogicamente aos veículos automotores, funciona como o dispositivo “Airbag” ao perceber mudanças drásticas de velocidade, por indução entra em atividade enquanto o sistema simpático funciona na aceleração. Nesta conformação, a sensação de bem-estar fisiológico é promovida no equilíbrio das várias regiões. 
 
Siga na velocidade que quiser ou precisar, desde que saiba reservar os momentos para o descanso e reabastecimento.
A cronologia dos estudos sobre a ansiedade remonta à Grécia antiga, as avaliações sobre comportamento, presentes em Pavlov e Skinner oferecem ótimos exemplos, representados pela conversão dos estudos em gráficos, teorias e diagramas fáceis de entender.
 
Os terapeutas ajudam a combater exageros, criam recursos com técnicas particularmente poderosas. Coletam informações e testam a sua validade nos pensamentos ou crenças e encontram altos níveis de sucesso.
 
Nas teorias comportamentais a ansiedade se apresenta numa tríade: condições antecedentes provocadas nas emoções adquiridas por causas ameaçadoras ou nocivas. Consequentes, representadas como o próprio nome diz, pelas consequências de comportamentos neuróticos, patológicos e expressas através de atividades motoras. E as orgânicas, através de causas diretamente vinculadas ao fenômeno de excitação no sistema simpático responsável pelas atividades internas e proprioceptivas para o enfrentamento ou fuga.
 
Este tema expõe um ponto nevrálgico, no qual antropólogos, filósofos, cientistas sociais e psicólogos apresentam várias divergências, em destaque, nenhum tópico da abordagem psicanalítica, produzida por Freud, mudou tanto no ponto de vista.
 
Um fato sistêmico, convergente nas diversas linhas: registro de um perigo externo e real, precisa de reação imediata, além de útil e funcional, figura na manutenção da vida, mas está diametralmente oposto nos impulsos conflitantes e inaceitáveis.

Marcelo Pelucio

É psicólogo, jornalista e empresário falecom@marcelopelucio.com.br.


 
 
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