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Uma espécie de lastro
Marcelo Pelucio
26/05/2017 12h57
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Seres conscientes da subjetividade usam todos os sentidos e empoderam-se de percepções para responder aos estímulos. Nesta abordagem multissensorial realizam as abstrações que impulsionam as suas vivências.

As mudanças contínuas ocorrem através das interações. A criatividade é inata, insights e expressões emocionais fazem parte das estratégias mais originais dos humanos. Estará equivocado quem disser que ela pode ser perdida.

Exceto, em casos graves de grandes traumas, perda de massa encefálica ou doenças degenerativas, mas a necessidade de nutrir de forma adequada é real e evita, em diversos contextos, a supressão desta ‘qualidade’.

Quando estudada a história com precisão, o ‘esconde-esconde’ intelectual de algumas épocas, também traz à tona os resultados impressionantes encontrados na dicotomia entre o tradicional e progressista.

Em todas as épocas, existem relatos de ‘ataques’ contra o pensamento divergente, sobretudo vindo dos governos autocráticos ou instituições extremistas.

As decisões em cada momento vivido aprofundam, influenciam o pensamento e buscam ‘conforto’ nos hábitos desenvolvidos. Atividades e experiências cotidianas edificam modificações constantes na personalidade, capacidades cognitivas e estados psíquicos.

Porém, as encruzilhadas existentes em todos os caminhos, surgem tanto na manutenção das regras como na transgressão. Segundo Piaget, a aquisição de conhecimento ocorre numa tríade: assimilação, acomodação e equilibração que provoca mudanças e adaptações intelectuais necessárias no indivíduo.

Salvo melhor interpretação, há um paradoxo interessante nisto, porque a aprendizagem foge a certas ‘regras’ orgânicas e os demais órgãos do corpo estão privados destas mudanças.

O coração não tem liberdade de ‘inventar’ um novo tipo de funcionamento diferente de sístole e diástole para o bombeamento sanguíneo, sempre no mesmo ritmo, apenas adaptado às questões de esforço físico, temperatura ou alterações neuroquímicas.

Observe que, de modo geral, são as decisões conscientes sobre como conduzir o presente, planejar o futuro e analisar o passado que transformam os hábitos.

Devido à alta complexidade cerebral, fruto da evolução constante, fica impossibilitado o desenvolvimento completo, durante a gestação, do perímetro cefálico necessário, comparado com a circunferência pélvica feminina disponível. Por este motivo, o bebê nasce totalmente dependente.

Incapaz de entender ou respeitar regras, passa por diversas fases até adquirir total autonomia.

Ainda assim, será capaz, com pensamento difuso e sem internalização de regras, distinguir certas brincadeiras dos pais ao imitar o ladrar de cães selvagens do real perigo destes animais e sorrir.

A evolução humana parece estar apoiada na predisposição de dar sentido às coisas e nos últimos 6.000 anos apor rabiscos em papéis fazem parte de enigmas conectados ao despertar de prazeres assexuados, diferente de outras ações, para apoiar a imaginação que transforma as conexões cerebrais, o ensino da escrita precisa ser promovido e nunca forçado.

Diante desta constatação, a educação criar novas percepções para serem a ‘porta de entrada’ da inovação.

E como inovar dentro de instituições padronizadas? Esse é um grande desafio do mundo contemporâneo sob a responsabilidade dos educadores, psicólogos, pensadores e cientistas da mente.

As misturas das faíscas criativas independentemente das raças, dogmas, interesses ou preceitos morais, precisam apoiar a tomada de controle sobre os relacionamentos no mundo social.

Abrir caminhos para a felicidade, diminuir a ansiedade, educar e harmonizar a existência humana.


Marcelo Pelucio

É psicólogo, jornalista e empresário falecom@marcelopelucio.com.br.


 
 
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