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Classificação indecente
Jaime Leitão
02/06/2017 06h04
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Como o Brasil pode crescer e recuperar os milhões de empregos perdidos nos últimos anos com esse índice que foi divulgado ontem? O IMD (International Institute for Management Development), um dos mais respeitados institutos de análise de negócios do mundo, com sede na Suíça, divulgou o ranking mundial da competitividade, com o Brasil em uma posição vergonhosa, o 61º lugar, antepenúltima posição. Só está à frente da Mongólia e da Venezuela. Por mais que tenhamos consciência do descalabro que tomou conta do país nos últimos anos, em forma de péssima gestão e corrupção correndo solta, é insuportável ver o Brasil no fim da linha, totalmente fora dos trilhos, em termos de competitividade. Se fosse uma competição esportiva, o Brasil estaria lá atrás, em uma segunda divisão, ou até na terceira.
 
Esse ranking mede a capacidade de um país de atrair negócios e serve como um indicador importante para as empresas decidirem em que países é mais vantajoso instalar as suas filiais. E sem negócio, o país fica paralisado, em situação crítica.
 
É importante comparar. Em 2010, o Brasil já não estava em uma posição muito cômoda para um país desse porte e entre as maiores economias do mundo , aparecendo em 38º lugar. De lá para cá, durante todo o período do governo Dilma, a queda foi vertiginosa e agora atinge uma condição desesperadora: 61º lugar, só à frente da Mongólia e da Venezuela, que apodrece nas mãos do incompetente e autoritário Maduro.
 
O Brasil está atrás até da Ucrânia, que vive há anos uma crise terrível, vítima do imperialismo russo.
 
As causas apontadas pelos especialistas do Instituto para classificação tão ridícula do Brasil são a crise política, corrupção, problemas de infraestrutura, sistema regulatório falho e a velha conhecida nossa, a burocracia, que dificulta enormemente a vinda de novas empresas para cá. Enquanto que nos países com maior competitividade, é fácil abrir uma empresa, demorando horas ou dias para legalizar o processo, aqui a burocracia emperra tudo, demorando meses para que isso aconteça.
 
Com a mais nova crise, com Temer vivendo dias de “cai-não-cai”, a tendência é que os novos investimentos continuem bem longe daqui. Isso é trágico para quem está desempregado e para quem está ingressando agora no mercado de trabalho. Que trabalho? Onde encontra-lo? Deveríamos ficar muito mais chocados com esse resultado pífio divulgado pelo instituto suíço do que com os 7 a 1 contra a Alemanha. Estar entre as piores nações para se investir no mundo, quando deveríamos estar nas primeiras colocações, é assustador e no curto prazo não há esperança de melhora.
 
Os primeiros do mundo em negócios são por esse ranking: 1º Hong Kong, 2º Suíça, 3º Cingapura, 4º Estados Unidos. É importante frisar: estamos no 61º lugar. No fim do túnel, sem nenhuma luzinha para iluminar.

Jaime Leitão

é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação


 
 
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