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Querer é poder
Plinio Montagner
27/06/2017 04h00
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Querer é poder. Falso ou verdadeiro? 
 
Então é assim? Se eu quero eu posso? Aprendi que o objeto do quero nunca será conquistado se a pessoa ficar sentada esperando cair do céu os seus desejos.
 
A maioria dos sonhos não se realiza se o que se quer vai depender da vontade de outras pessoas. A verdade é que elas passam a vida à espera de um plano B, que não é outra coisa senão indolência disfarçada. É pura balela a história de que a sorte bate na porta de quem não trabalha e que Deus ajuda quem nasce preguiço.

Ser aprovado num vestibular, arrumar uma vaga numa empresa, emagrecer, tudo é a mesma coisa. Quem quer, trabalha, se envolve, dá duro, estuda.

A vida ensina que tudo depende de nós. Exceções acontecem ,como o fator sorte, um mecenas que aparece, ganhar o prêmio da megassena.
 
O primeiro passo sempre deve ser dado, depois outro, e outros em direção a um objetivo. Ficar parado, não ousar, não arriscar, nada se conseguirá. Querer é poder desde que o que se quer dependa exclusivamente de si. Ficar esperando que alguém trabalhe em seu lugar vai passar fome.
 
O Universo está fortemente marcado pela competição. O fundamental na escolha de uma profissão ou de qualquer outro projeto é preciso se envolver, lutar, se preparar.
 
Na vida sempre há tempo de fazer, de aprender e de reaprender. Muitas pessoas realizam sonhos depois que se aposentam, reassumem ou reiniciam um projeto que não deu certo no passado ou quando eram jovens, retomam o curso numa faculdade, aprender a tocar um instrumento, dançar, fazer trabalhos voluntários, procurar Deus, brincar com os filhos, viajam, apreciar a beleza da natureza e, finalmente, viver na ociosidade e filosofar.
 
Falando de filosofar, e mudando um pouco o foco de observação da vida, uma cena me emocionou. Havia um pardalzinho, filhote ainda, perdido no abrigo de minha casa. Por sorte não encontrara a saída, se não seria fatalmente caçado por algum gato.
 
Foi um sufoco pegá-lo. Se não tinha condições de voar, tinha a velocidade de um foguete. Deu-me uma canseira danada segurá-lo. Todos os parentes e amigos do pardalzinho estavam pousados na antena da TV, superpreocupados pela queda do filhote e com minha intromissão no “território” deles. 
 
Aí fiz uma besteira: em vez de colocá-lo suavemente no telhado usando uma escada, joguei-o onde estava a tribo dos pardais.
 
Aconteceu o inesperado: Do nada apareceu um gavião em voo rasante para agarrar o filhote ainda no ar. No entanto, no mesmo instante, todos os pardais decolaram em velocidade de raio voando a bicadas sobre o intruso, salvando o filhotinho das garras do malvado gavião faminto. Penas caíram para todos os lados (do gavião). 
 
O que seguiu entre as aves e o filhote desajeitado talvez tenha sido uma sessão de advertências e de regozijos entre os valentes defensores de território e demonstração de amizade e amor entre seres de outra estirpe. 

O pardalzinho queria sair, precisava sair, queria voar, piava, se escondia, se mostrava. Mas, fugindo à regra, foram outros da mesma espécie que resolveram a parada e o salvaram. 

Um exemplo de dependência e solidariedade dos “irracionais” aos “racionais”...

Plinio Montagner

 
 
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