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Urbanização de favelas, uma questão de saúde e qualidade de vida
Pedro Mello
01/06/2017 13h41
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De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), para cada dólar investido em água e saneamento urbano, são economizados 4,3 dólares em custos de saúde. Recursos que deixam de ser gastos para cuidar da saúde da população que vive em moradias precárias e podem ser investidos em outras áreas fundamentais para o desenvolvimento social, como educação, saúde, infraestrutura e segurança.
 
É com essa filosofia que o governo municipal tem trabalhado há pouco mais de uma década. De 2005 a 2012, durante os dois primeiros mandatos do governo Barjas Negri, foram urbanizadas 23 favelas, beneficiando diretamente 3.356 famílias. Com isso, cerca de 12 mil pessoas mudaram de patamar social, com resultados surpreendentes em qualidade de vida. A população local se transformou ao se sentir parte integrante da sociedade e não mais excluída.
 
O TAC (Termo de Ajuste de Conduta) assinado pela prefeitura junto ao Ministério Público prevê, em até cinco anos, a urbanização de mais quatro favelas em Piracicaba: Portelinha, Pantanal, Caiubi e Frederico, com investimento anual de pouco mais de R$ 1 milhão em saneamento básico. Esse valor de investimento é o equivalente a cerca de 1,6 milhão de dólares no período, tendo como base o dólar a R$ 3,15. Se multiplicado por 4,3, teremos uma economia em saúde de 6,8 milhões de dólares. Convertido novamente em reais, são mais de R$ 20 milhões em cinco anos.
 
Seria como se nesse período, além de beneficiar outras 8.000 pessoas diretamente, a prefeitura economizasse recursos extras, para construir, por exemplo, a nova UPA da Vila Cristina, escolas, melhorar ruas e avenidas. 
 
Estudos apontam que a urbanização das favelas melhora as condições de moradias das pessoas e evita problemas de saúde como diarreia, cólera, hepatite A, doenças respiratórias, desnutrição etc. Isto porque nas favelas falta saneamento básico, o esgoto corre a céu aberto. Um problema muito sério nessas condições é o acesso à água em qualidade adequada para o uso diário.
O modelo do Estratégia Saúde da Família, do Ministério da Saúde, prevê conhecimento de todos os determinantes de saúde de uma população local, conseguidos por meio de visitas domiciliares e planejamento dos cuidados com a participação da comunidade, a fim de se estabelecer estratégia de prevenção à saúde. Sem a urbanização fica praticamente impossível esse mapeamento, de maneira organizada, porque, muitas vezes, os agentes comunitários de saúde sequer têm o acesso adequado a essa comunidades.
 
Um dos indicadores mais sensíveis e que comprovam a melhora na saúde de uma população é a queda do Coeficiente de Mortalidade Infantil, como a que vem ocorrendo em Piracicaba. Isto se dá porque conseguimos qualificar a atenção ao pré-natal e o acompanhamento das crianças de todos os bairros e localidades, além de diminuição das doenças infectocontagiosas, relacionadas à falta de saneamento.
 
Em 2004, o município registrava 14,9 mortes de crianças com até um ano de vida para cada 1.000 nascidas vivas. Em 2005, foi criado o Pacto Pela Redução do Óbito Infantil em Piracicaba, com ações diversas visando à identificação de problemas e propostas para se melhorar esse índice. Em 2016, com a consolidação de todo o trabalho de urbanização das favelas em questão, somada à capacitação intensiva dos profissionais da saúde para o atendimento durante o pré-natal e o pós-natal, o índice caiu para 8,7, abaixo de dois dígitos, como preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Nesse cenário de revitalização urbana a cidade assistiu a um grande salto econômico de 2005 a 2012 e é com esse espírito progressista que estamos projetando o desenvolvimento econômico e social da cidade para os próximos quatro anos. No que pesa a crise que abala todo o país, Piracicaba trabalha intensamente para superá-la, com saúde e qualidade vida para toda a população.

Pedro Mello

É Secretário de Saúde e Esportes.


 
 
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