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Valores
José Faganello
08/08/2017 06h37
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“A decadência inevitável das doutrinas religiosas deixou sem sustentação uma parte generosa do coração humano, e tudo se reduziu a mais abjeta individualidade”. (Augusto Conte, filósofo positivista francês).

O fenômeno arrasador do Tsunami costuma ser precedido de um grande recuo do mar, antes das imensas ondas virem com grande velocidade, causando enormes estragos.

No último, de maior destruição, os banhistas ficaram observando o recuo do mar e passaram a filmar ou tirar fotos das imensas ondas ao longe. Foram tragados irremediavelmente.

Quando deixamos o século 20 e entramos para o 21, ainda no início, assim como eu, muitos esperávamos que íamos entrar num período de um mundo mais cordato, resultando uma era de paz e compartilhamento. Desiludidos, estamos convivendo com um avassalador recuo dos valores que são os pilares de um bom comportamento, imprescindível para convivência pacífica.

Gostaria de estar redigindo um texto de esperança, pois há um mote (não mais usado), “depois da tempestade vem a bonança”. Estamos nos comportando como as vítimas do tsunami que ficaram observando o recuo das águas do mar em que, se banhavam.

Com tantos dispositivos mediáticos, não se consegue ensinar a humanidade, que é a união que produz a paz e o progresso. A culpa é dos dirigentes, que querem ter inimigos, para serem tidos como necessários para defendê-los. Exemplos: Coreia do Norte, Palestina, Israel, Síria, Venezuela, Rússia, EUA etc.

Os habitantes desses países estão apreciando o recuo de uma coisa fundamental para se viver sem sobressaltos, a paz. São doutrinados para o ódio e por motivos fúteis, religião, raça, pose de recursos e ambição de domínios. O mesmo está acontecendo com nosso Brasil.

O recuo do mar antes do tsunami não atinge uma hora e a onda gigante vem com prodigiosa velocidade. Os recuos de nossos valores vêm de longe, dando tempo de acostumar a população com a corrupção. Só agora, com a Operação Lava Jato, está sendo desvendada e mostrando que foi um tsunami que varreu a probidade e instalou a corrupção. Espanto-me quando leio que não há provas.

Os incautos acreditam, não percebem que nossos partidos, devem passar a chamarem-se de quebrados, sinônimo mais adequado, pois por deixarem avolumarem-se desta forma os desvios do erário, são todos culpados, com envolvimento dos três poderes.

São individualistas. Não pensam no futuro de seus filhos, que terão de conviver com um país com um ensino a cada dia mais precário, sistema de saúde e segurança idem. Com esses dirigentes, não haverá melhora. Se forem substituídos, nosso atraso é tal, que precisará dar saltos acrobáticos para chegar perto dos desenvolvidos.

É uma pena, um país tão dadivoso, que poderia ser o celeiro do mundo, e no momento, está sendo o maior exemplo de corrupção. Valor tem vários sinônimos, para mudar o que está agora, precisamos colocar pessoas com: Valentia, coragem, intrepidez, paciência, honradez.

Na votação para autorizar a investigação do Temer, o Congresso não teve vergonha de mostrar pela TV, que compactua com a corrupção e se acham no direito de, com o foro privilegiado, adiarem “ad eternum”, o julgamento de suas trapaças.


José Faganello

é professor


 
 
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