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Arte desvirtuada
José Faganello
26/09/2017 04h00
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“Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa./ Abranda as rochas rígidas, torna água/ Todo o fogo telúrico profundo/ E reduz, sem que,no entanto, a desintegre,/ A condição de uma planície alegre,/ A aspereza orográfica do mundo”. (Augusto dos Anjos  “Monólogo de uma sombra”)
 
Tive a oportunidade, em meus estudos, de abordar as artes de várias épocas, desde a rupestre da pré-história até a de nossos dias.
 
A abrangência deste vocábulo é interminável. Tenho comigo, que a única arte que consegui me dar bem (não muito) foi a Arte de Viver.
 
Sou um frustrado por não ter dado prosseguimento às minhas aulas de piano e outra que admiro, mas jamais me dediquei, é a arte culinária. Evidentemente invejo as artes plásticas, como a pintura, escultura e arquitetura, mas quebro um galho na literatura com meus artigos e fui um professor que até hoje meus alunos elogiam.
 
Richard Wagner, em Minha Vida, escreveu: “Enquanto a arte grega expressou apenas o espírito de uma Nação magnífica, a arte do futuro deverá  expressar o espírito de pessoas livres, sem considerar as fronteiras nacionais; o elemento nacional contido nela não deve ser mais  do que um ornamento, um encanto individual acrescentado e nunca um limite onde se confine”.
 
A verdadeira arte consiste em captar e nos relevar a realidade longe da qual vivemos, e nos afastarmos à medida que aumentam a espessura e a impermeabilidade das noções convencionais, que se lhe substituem; essa realidade de que corremos o risco de morrer sem conhecer, ou seja, é a nossa vida, que em certo sentido está presente em todos os seres humanos, e não apenas nos artistas.
 
A arte de viver não é percebida por muitos, porque não atentam desvendar ou por nunca estarem contentes com o que têm.
 
Sendo a arte interminável no tempo e nossa vida curta, devemos saber que é pela arte que o homem se ultrapassa definitivamente, como profetizou  o poeta romano Horácio, com sua frase: “Exegi monumentum aere perennius” ( Ergui um monumento mais duradouro que o bronze). Os monumentos de bronze de Roma, com a invasão dos bárbaros foram destruídos e sua poesia existe até hoje.
 
Millor Fernandes, frasista de mão cheia, do qual fui admirador e confidente, em 1971, na Revista veja, ao opinar sobre a arte contemporânea escreveu: “Inúmeros artistas contemporâneos não são artistas e olhando bem, nem são contemporâneos”.
 
Estamos passando por um momento impar e caótico em nossa História.O volume espantoso de corruptos e dos volumoso desvios.  do nosso erário, não está sendo tratado com a devida vontade de punição, ante a demora exasperante de repor o que foi desviado e prender os culpados.
 
Dar o ensejo para o Congresso decidir, sobre o que o Ministério Público enviou é inacreditável, pois lá estão muitos que são réus.
 
Nossa arte musical, devido a incultura da maior parte do país, mesmo sendo de uma pobreza de dar vergonha, é tocada toda hora nas rádios se Na TV.É uma questão controversa, dizem. 
 
No Rio Grande do Sul o Santander conseguiu levantar uma controvérsia apenas digna do momento em que vivemos (governantes bandidos legislando em causa própria, bandidos dominando vastas áreas até nas capitais e pornografia garatujada considera arte intocável).
 
Se Millor Fernandes  ainda estivesse entre nós repetiria :não são artistas, apenas indesejáveis contemporâneos...
 
Os gregos e mesmo Michelangelo, além de outros pintaram ou esculpiram nus artísticos, mas não pornográficos. Os corpos retratados são belos e o que é belo deve ser difundido.

José Faganello

é professor


 
 
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