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Comunicação formal e informal
Plinio Montagner
31/10/2017 06h00
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Leituras boas são aquelas de que o leitor gosta, sejam livros, crônicas, poesias, artigos, textos jornalísticos, etc. Entretanto, outras preferências se estendem aos escritos e à obra: o tema, a mensagem que o autor pretende transmitir, o conteúdo, o gênero, o título e o próprio escritor.

As primeiras frases de qualquer texto são muito importantes por que podem estimular, ou não, o leitor à leitura. Se muito extensas, complexas, prolixas ou excessivamente castiças, a leitura só prosseguirá se o motivo for estudo ou trabalho escolar. Um adolescente destreinado não lê espontaneamente Machado de Assis, Euclides da Cunha, Guimarães Rosa. Leituras são como pessoas, de vez em quando elas precisam de conteúdos que suscitam reflexões, sérias e engraçadas, monótonas e excitantes, ora fantasiosas ora reais. Também se lê por curiosidade, pouco importando se escritas antes ou depois de Cristo.

Um fato é certo: o interesse do leitor por uma obra ou texto começa nas primeiras linhas, nas primeiras frases e páginas. Esses elementos são definitivos no processo de escolha e prosseguimento da leitura.

O leitor tem de ser seduzido.

As leituras são eleitas sempre por algum motivo. Na vida nada caminha sem motivação, começando pela literatura infantil, passando pelas fases dos álbuns de figurinhas, das histórias em quadrinhos, das leituras fragmentadas em prosa e versos, do romantismo ao realismo, das clássicas a populares, da ficção à realidade.

O idioma é o principal meio de comunicação. Se empregado corretamente será um aspecto da arte e outro fator que valoriza a obra, o escritor e o leitor.

Famílias e escolas nem sempre garantem o emprego adequado da língua fora do seu espaço. Nesse ponto é que pode surgir o desvirtuamento do idioma pelo excesso de neologismos, gírias, pleonasmos, enfim, agressões à gramática.

A revista “Veja” publicou um ensaio muito interessante do articulista Roberto Pompeu de Toledo sobre a interpretação confusa de algumas frases ou vocábulos da língua portuguesa.

O escritor salientou que certas palavras, por exemplo, “senhor” e “senhora” nada têm a ver com a idade de uma pessoa, mas que no dia a dia podem ocorrer interpretações fora do contexto literário como falso desejo de distanciamento do interlocutor.

Em verdade, “senhor” ou “senhora” indica respeito e impessoalidade, ausência de intimidade, frieza, ou mero receio de constranger o outro porque pode sugerir aumento de anos de vida do outro.

Um bom escritor ou roteirista de teatro ou novela emprega palavras corretas às características do linguajar de seus habitantes, embora o escritor Rubem Alves tenha dito que “O mundo dos escritores não é o mundo dos gramáticos”.

A linguagem formal não se mistura a popular, mas um tom de simplicidade e de informalidade ao formal pode ser perdoado, pois que a linguagem do dia a dia, solta, popular, que não se submete à crítica dos puristas, propicia rapidez na comunicação e prazer. 


Plinio Montagner

 
 
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