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Deboche
José Faganello
17/10/2017 14h23
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“Hoje o demônio não está mais à esquerda nem à direita. Ele está em toda parte” (Josias de Sousa).
Os romanos diziam: “Ridendo castigat mores” (rindo castiga-se os costumes).
 
Piadas, poesias, artigos, músicas, parodias são armas demolidoras, ao serem usadas para criticar as mazelas sociais, econômicas e políticas.
 
Perduram por séculos, como comprovam as comédias gregas de Aristófanes, Cratino e Frínico. Também autores latinos, como Lucrécio, Pérsio, Juvenal, Marcial e Fedro foram terríveis críticos com seus deboches.
 
Os renascentistas, como Boccacio, Erasmo de Roterdã, Cervantes e Rabelais foram molas mestras para denunciarem, com suas sátiras, os absurdos dos dogmas e o ridículo de suas crenças e valores. Eles ajudaram seus contemporâneos e os pósteros, a também  perceberem o erro em que estavam.
 
Foi, e ainda é através do deboche que ponderável parcela da sociedade aprendeu a posicionar-se criticamente face aos maus costumes da época.
 
Combater crendices, preconceitos, falsos valores é muito difícil. Muitos daqueles que vêem seus errôneos valores escrachados, repelem até com violência.
 
Atualmente, com a espantosa velocidade dos meios de comunicação, em nosso planeta, que vê suas fronteiras serem varridas e o novo tornar-se velho em pouco tempo, pais e educadores sentem-se aturdidos.
 
Informações (tanto falsas como verdadeiras) chegam a tal quantidade que não conseguimos digeri-las devidamente.
Respeito ao semelhante, honestidade, pudor, enfim valores, que alicerçam uma sociedade ideal, estão sendo abalados pela mídia que tanto explicita como insinua através de deslavados deboches, estes não castiga os costumes no sentido do ditado romano, reforçam as mazelas, que todos os dias, são postadas na TV, Jornais e Revistas.
 
O que antes era feito à socapa, hoje é escancarado. Drogas, ateísmo, individualismo, corrupção e etc. estão sendo incorporados, cada vez mais cedo e por maior número.
 
Consequentemente, diante de nós surge uma enorme interrogação: O que fazer?
 
Em um ambiente deste, tanto para os pais como para os professores é uma tarefa dificílima educar. Para tanto se precisa de disciplina, motivação e cobrança de desempenho.
 
Com filhos e discípulos, que estão ‘noutra’, pelo meio em que vivem  descaso para com normas falta de perspectiva e convicção de que o diploma de nada lhe adiantará, diante do desemprego que o aguarda, assoberbados pelo acúmulo de informações exigidas, somente os fortes, os alicerçados pelos seus amigos e familiares, conseguirão, mas com muito esforço, pois, a maioria não está a fim.
 
O deboche que antigamente era para alertar a sociedade dos costumes espúrios, hoje, é abraçado, por grande parte da sociedade, para reforçar a má música, letras despudoradas, corrupção, desrespeitos, falta de interesse pela cultura, trabalho e leis.
 
Até o demônio, que metia certo medo, caiu no descrédito e não tem mais o que fazer. Nosso Supremo idem.
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José Faganello

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