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Democracia
José Faganello
31/10/2017 15h20
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“Como não gostaria de ser escravo, também não gostaria de ser amo. É essa minha idéia da liberdade. Tudo o que diferir, na medida da diferença, não é democracia”. (Lincoln 1858)
 
É um regime de governo que provocou, ao longo da história, controvertidas avaliações e, atualmente, na maioria das vezes desilude aqueles que são governados nos muitos países que apregoam exercê-la.
 
Entre os críticos, podemos arrolar inúmeros; vejamos alguns: “Todo o sonho de democracia consiste em erguer o proletário ao nível da estupidez do burguês”. (Flaubert em ‘Carnet’, de Ramus). “A democracia? Vocês sabem o que é? O poder aos piolhos de comerem os leões”. (George Clememceau em ‘Lê Petit Philosophe de Poche’, de Gabriel Pomerode). “Vi as democracias intervirem contra quase tudo, salvo contra os fascismos”. (Malraux em ‘A esperança’). “A diferença entre a democracia e o comunismo é que, na democracia, o governo se proclama povo, e, no comunismo, o povo se proclama governo”. (Júlio Camargo, ‘A Arte de Sofismar’).
 
Sinceramente, entre os elogios o melhorzinho que encontrei foi: “Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas experimentadas de tempos em tempos”. (Churchill Discurso na Câmara dos Comuns em 11/09/1947).
 
Rachel de Queiroz em ‘Crônicas Escolhidas’ coloca o que a democracia deveria ser em sua plenitude; “Fica, pois dito que democracia quer dizer governo do povo por si mesmo mediante eleições livres e honestas, e o ideal de todo povo que merece esse nome”. 
 
O que a história nos apresenta, no entanto, é que a receita da democracia é bela, mas seu exercício assemelha-se a uma iguaria desandada em sua feitura. Existe apenas nominalmente, porque as forças populares, pela incapacidade relativa em que as coloca a ausência do sistema de educação nacional, estão excluídas do governo e são obrigadas a assistirem aos seus prepostos governarem em causa própria, não ao de bem comum e engrandecimento nacional.
 
Ao ler os noticiários e constatar a funesta banalização dos escândalos envolvendo malversação do erário, chegamos à conclusão de que nossos líderes apenas chegam ao poder depois de terem perdido a vontade de nos liderar e completamente contaminados pela corrupção histórica, que sempre avassalou e continua avassalando os governantes.
 
Esta constatação é preocupante, pois tal fraqueza já levou não poucas “democracias” a renegarem-se para sobreviver. Quando isso acontece, ou seja, abdicar da democracia imperfeita para buscar o despotismo perfeito, este não mais será exercido por fracas dinastias, mas por destacamentos militares que se dizem republicanos. Nós mesmos tivemos duas experiências, com Getúlio e com os militares. Estamos vendo que não obstante os abusos cometidos, não se comparam com os atuais.
 
Somente um levante popular exigindo o fim dos privilégios, a prisão dos ladrões e mudanças nas escolhas de ministros, estancará os crimes cometidos a todo dia,  pois, agora os juízes são os réus.

José Faganello

é professor


 
 
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