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É justo isso?
Jaime Leitão
11/10/2017 04h02
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A pergunta lançada ao caso, sem ser contextualizada, faz com que você e outras pessoas me perguntem com razão:-Isso o quê? Faz todo sentido formular a pergunta porque há tanta injustiça vigorando neste nosso país, que é importante ser preciso ao máximo. A injustiça se propaga rapidamente como uma doença com alto poder de contaminação. É tanta essa injustiça que aquele que é pela justiça fica até sem saber como agir. Isso é terrível.

Eu fiz primeiramente a pergunta do título a mim mesmo quando vi o índice do rendimento da Poupança dividido em dois grupos. O primeiro é dos poupadores que investiram as suas reservas até o dia 03/05/2012  e que terão os seus recursos corrigidos em 0,5000 nos próximos dias. E o segundo grupo é dos poupadores que colocaram o seu dinheiro a partir do dia 04/05/2012 e que receberão só 0,4690.

A explicação é que essa diferença se dá pela queda dos juros da Taxa Selic, que agora está em 8,25%. Acabou a paridade entre os dois grupos e deverá permanecer assim por um bom tempo.

Mas continuo perguntando: por que quem depositou depois e ainda pretende depositar vai ter menos rendimento? Que punição é essa?
Deveria haver um estímulo para que mais depósitos fossem feitos, já que o governo usa a poupança como recurso para dar continuidade a seus projetos como Minha Casa, Minha Vida e outros programas de crédito que não seriam oferecidos se não houvesse essa retaguarda.

Essa diminuição do rendimento faz com que um número significativo de poupadores busque outras modalidades de investimento, mas é necessário ter muito cuidado para não cair em uma esparrela, por causa dos impostos que incidem sobre eles e também das taxas cobradas pelos bancos. Quando vejo na televisão ou no computador  fundos de investimento e bancos virtuais oferecendo ganhos estratosféricos, penso naqueles que são presas fáceis e que caem facilmente nesses apelos  quase sempre enganosos.

A poupança é o investimento do assalariado, daquele que não quer se arriscar, mas que acaba vendo o seu dinheiro crescendo quase nada, uma merrequinha só, o que é bastante desestimulante e, eu diria, sem medo de errar, injusto.

Em época de crise, as propostas milagrosas surgem em grande volume. A princípio tudo parece uma maravilha, mas, com o tempo, percebe-se que toda aquela propaganda que utiliza atores famosos tem muito mais de marketing do que de realidade. A poupança , apesar de tudo, de mudanças que desfavorecem o poupador, me parece ainda ser a forma de investimento mais segura para os pequenos correntistas. Já para os grandes, o risco pode valer a pena. E nem todos se arriscam. Há milionários cautelosos, já os aventureiros perdem hoje, ganham amanhã e podem na sequência ir à bancarrota, com chance de crescer de novo. Já os pequenos, quando fazem algum investimento errado, dificilmente se recuperam.


Jaime Leitão

é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação


 
 
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