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Fugitivos
José Faganello
24/10/2017 12h23
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“O homem está fugindo. Foge dos outros, foge do tédio, do perigo, da ansiedade, do vazio, da guerra, da privação, da morte ... mas a fuga principal é aquela que procura escapar do encontro consigo mesmo. O homem tem medo de saber quem ele é”. (Hermórgenes – ‘Mergulho na Paz’).

O homem conseguiu percorrer um fantástico caminho na busca da tecnologia. A procura sempre prevaleceu sobre a fuga em nossa civilização. Os atuais fugitivos de áreas de confrontos estão em busca de lugares seguros.

O desejo do prazer, do bem-estar, do amor, da riqueza e da moda, a cada dia aumenta.

A moda exerce uma tirania tal, que mesmo quem a ridiculariza, a obedece.

A mídia, ao mesmo tempo em que a propaga e a induz, num círculo vicioso, a ela fica atrelada e dependente.

Os inconformados com isso afirmam que ela sempre empurrou a engrenagem do moinho que pulveriza nossa liberdade de escolha e mói, sem piedade, qualquer laivo de bom senso, de consciência e de vontade.

Ao longo dos tempos sempre existiu um interminável debate entre os defensores da democracia o sentido amplo da palavra, contra aqueles, que instalado no poder, afirmam que governar sob a vontade da multidão é loucura, pois ela é fugaz.

Aqueles que sonham com a participação da massa de uma maneira efetiva, no exercício da cidadania, são tidos como visionários. Embora defendam os direitos da massa, na maioria das vezes, caminham em direção contrária a ela. Costumam nesses casos, isentá-las de culpa, atribuindo aos meios de comunicação e acusando-a de serem manipuladas.

Assim como numa sala de aulas com alunos relapsos, o bom aluno é quem atrapalha, num país de tangidos para um rumo falso, quem anda em direção contrária é o errado.

Insidiosamente, os modismos, vão se instalando, rotulados de modernidade e transformados em valores: consumismo, pragmatismo, insensibilidade, Ausência de caráter, corrupção etc., vão se espalhando a ponto de desmoralizar a Nação.

Quando se tem a obrigação de governar a Nação para o bem de todos, e valoriza o sem valor e onera a população com impostos, enquanto aprova privilégios para si e aos seus comparsas, não se incomodam com a História que deixou em seus anais os exemplos dos que lutaram contra correntezas de insanidades e mediocridades.

Mudar esse cenário, que nosso Brasil está expondo ao mundo no momento, é um sonho utópico. A corrupção e a mediocridade prevalecem pelo número dos dirigentes envolvidos. Os comandados aparentam achar mais fácil seguir a multidão no lugar de caminhar na direção oposta. Todos que criticam não se unem para dar um basta. É o efeito manada.

Prefere não ter inimigos, não desagradar ninguém. Se você não faz questão de parecer um fugitivo de seus deveres, ande em sentido contrário à multidão e aos governantes. Lute contra a mesmice, embora, numa terra de fugitivos, aquele que anda em direção contrária, parece estar fugindo.


José Faganello

é professor


 
 
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