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Sinceramente, eu também estou cansada
Maria Helena Aguiar Corazza
25/10/2017 14h40
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Não era sobre esse título que iria escrever esta semana. Desisti dele, ao ler meu querido “colega do Jornal e mestre das palavras, David Chagas” a quem, além da minha reverência a ele, admiração e respeito pelo seu trabalho correto como já o elogiei várias vezes, o considero um dos nossos grandes professores e escritores “sui generis”, por aí a fora! Colunista e colaborador deste matutino entre outras atribuições, competente personagem das letras bem escritas e dignos pensamentos de ideias e lições de Vida!
 
Daí sabê-lo “cansado” como se expressou em sua linda crônica (aliás, como tudo o que escreve...), de domingo passado deu-me coragem de confessar que, com tanta sem-vergonhice e contraposição dos fatos indignos de indivíduos que comandam nosso povo sem dar trégua nem sossego às nossas mentes e corações, além da malandragem das corrupções que não cansam de destruir tudo à nossa volta, eu também me sinto muito cansada (e penso ser esse o sintoma que tomou conta de cada cidadão brasileiro...) além de desolada, ao olhar este nosso Brasil tão lindo, grande e forte se desintegrar dia após dia, hora após hora, sem nos permitirem vislumbrar ou adivinhar o que irá acontecer conosco? 
 
Lastimável e vergonhosa essa falta de caráter e de humanidade das quais já falamos tanto, principalmente como se já não bastassem as tragédias naturais que assolam o planeta, as guerras, as vaidades danosas, os crimes hediondos e fatídicos envolvendo crianças e adolescentes, o deboche do que chamam de “Arte” a ferir susceptibilidade, crenças e dignidades, ainda a atuação dessa política absurda dando a impressão que somos dirigidos por bestas gananciosas sem limites e irracionais, que agem apenas  em direção de seus “umbigos” e de interesses próprios, sórdidos, brutais, covardes e doentios a espalhar confusão, desesperança e miséria cada vez maiores! Mas, disso não dá mais para falar! A situação chegou a um ponto tão degradante que, o importante e honesto será virar o barco e retornar para paisagens mais brandas e sensatas e continuar cada qual explorando seus bons pensamentos, conceitos, virtudes e atitudes que realmente fortaleçam nosso espírito e a nossa Paz interior.
 
Mesmo que o cansaço bata, professor, seremos teimosos e turrões a lutar por essa pátria de Cabral, não aquele que já nos envergonhou tanto aqui e lá fora e, arruinou tantas vidas, mas, por aquele Navegador português , que descobriu essa terra de Santa Cruz, bendita e abençoada, junto a tantos outros cidadãos de fibra, que trabalham pelo justo, pelo bem comum e pelo que é honesto e, tem fé em dias mais limpos, lavados dessa sujeira toda que se instalou, mas, que Deus na Sua bondade infinita, não deixará de colocar Suas mãos sagradas sobre as cabeças dos que creem que, só o “Amor verdadeiro e aplicado” há de superar esse nosso cansaço e essa nossa descrença!

Maria Helena Aguiar Corazza

É escritora e presidente da Academia Piracicabana de Letras.


 
 
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