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Vitórias, derrotas e o óbvio
Plinio Montagner
10/10/2017 18h22
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Muitos conflitos não aconteceriam se não houvesse inveja, insatisfação, ganância, egoísmo, desamor, intolerância. Esses desajustes tornaram inevitáveis as desarmonias e as desinteligências. Derrotas e vitórias sempre deixam marcas. 
 
Erros e acertos decorrem de vários fatores: componentes genéticos, civilidade e formação moral. Uma coisa é certa: liberdade em excesso favorece o livre arbítrio, tanto para o bem como para o mal.
 
Em vez de amar e compartilhar das coisas boas alguns indivíduos se isolam e se digladiam motivados pela corrupção, inveja, ciúme e a constante insatisfação. Pessoas desajustadas não admitem derrotadas, e o que é abominável, ignoram o direito de o outro ser melhor, mais forte, mais inteligente e mais feliz do que elas. 
 
Quando uma ideia extraordinária aparece sempre disparam comentários depreciativos do tipo: Eu já havia pensado nisso. Desse jeito eu também faria. Ele não merecia ganhar.
 
Um fator decisivo da vitória é a percepção e a rapidez. O vencedor vislumbra possibilidades antes dos outros e as põe em prática. 
 
Aquela história de colocar um ovo em pé é um exemplo. Depois que Colombo quebrou a ponta da casca começaram as justificações dos derrotados: “Ah, desse jeito eu também faria”. Mas por que não pensaram nessa possibilidade?
 
A tendência dos invejosos e dos incapazes é a de não aceitar e aplaudir os sucessos alheios, mas de glorificar o novo se o mérito da criação lhes pertence. 
 
São atitudes que prejudicam o trabalho individual e o do grupo. A desunião, o egoísmo, a inveja são fatores desagregadores que atingem as relações pessoais, causam perdas e desaceleram pesquisas científicas. Por outro lado a derrota pode incitar o derrotado a trabalhar mais e não repetir erros.
 
É evidente que a dedicação e o estudo não são os únicos fatores que abrem caminhos à glória e à riqueza. As pessoas precisam estar motivadas, querer, e aproveitar as oportunidades. 
 
Parece ser algo inquestionável, mas o tempo prova que o óbvio e o sucesso não perduram para sempre. Décadas atrás, ou menos, o que era óbvio deixou de ser; o que era certo não é mais, o que era incorreto agora é legal; a profissão apontada como a melhor não é mais ou nem existe.
 
O que será óbvio em nosso trabalho, daqui a alguns anos ainda será? Certamente não. Ninguém se banha nas mesmas águas de um rio: as águas serão outras.
 
No passado um carrinho de compras seria um estorvo se colocado num corredor de um supermercado. Depois que alguém vislumbrou a ideia e colocou vários à disposição dos clientes, as vendas e lucros aumentaram. Ser o primeiro pode gerar lucros e respeito.
 
Antes da chegada dos carrinhos os clientes não compravam pouco porque era caro ou suficiente, mas porque não podiam carregar os produtos.
 
Enxergar além do visível e do óbvio gera prêmios. Vislumbrar é ver o futuro, adivinhar, arriscar, ver o abstrato. 
 
Às vezes é preciso reinventar o que está pronto, repaginar o antigo, seguir outros caminhos para vencer batalhas, competições e concursos.
 
Leia também no Portal do JP: Empreender como alternativa econômcia, de Sergio Marcus N. Tavares
e Economia Comportamental, de Jaime Leitão

Plinio Montagner

 
 
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