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Por que escondemos nossos defeitos?
Plinio Montagner
07/11/2017 15h46
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Todas as pessoas possuem defeitos, sejam visíveis pelas imperfeições do corpo, sejam sensíveis pelas manias, pelo caráter ou pela da personalidade.
 
Mas isso pouco importa, por que a perfeição é mesmo um privilégio divino. Em verdade todos os tipos de defeitos e pecados são relevantes apenas quando comprometem o bem-estar próprio e o dos outros. Erros e defeitos alheios são mais fáceis de serem detectados do que os próprios, bastando alguns minutos de conversa ou uma só atitude.
 
É necessário considerar que é um perigo julgar os outros pelos seus vícios e defeitos, por exemplo, citando Winston L. S. Churchill (1874 1965), estadista britânico, que entre outros desatinos, fumava e bebia muito, e fora o gênio que foi.
 
Não importa se somos ou não culpados pelas imperfeições e belezas do mundo. À genética e à educação cabe a culpa do molde das pessoas. É fato que numa de amizade, amor ou paixão os defeitos podem passar despercebidos e até ignorados.
 
Os terapeutas afirmam que as imperfeições ficam mais expostas quando não se tem consciência das qualidades dos outros, o que limita achar soluções para minimizar erros.
 
Um fato incompreensível e rápido é a tendência que as pessoas têm de perceber uma única imperfeição em 99% das qualidades num piscar de olhos.
 
Conhecer a si mesmo e aos outros são tarefas complexas. Somos preconceituosos e sofremos por isso. Para manter a boa aparência, frequentemente somos vestidos de máscaras para ocultar nosso lado feio e ruim. Os humanos são seres frágeis, vulneráveis, principalmente nos momentos de fortes emoções como angústias, dor, medo, incertezas, ira, desamor, entre outras. 
 
Para conhecer melhor a si seria mais fácil se o homem se visse do mesmo modo que os outros o veem. Se valer a justificação de que o homem erra porque é humano, então será certo dizer que ele é bom, belo e correto porque é humano.
 
De qualquer modo há momentos em que é preciso ignorar qualidades e imperfeições próprias, e as dos outros, para se viver em paz. Praticamos muitos desatinos por compulsão, sem intenção, e também comportamentos bons e civilizados porque fomos bem educados. 
 
Essa proposta é essencial para justificar as más condutas que nos atingem. Os semelhantes são os espelhos de nosso inconsciente. Para amenizar tristezas por causa dos erros, precisamos crer, ou supor, que as pessoas perfeitas e extremamente civilizadas não são normais, talvez uma divindade em forma humana que passa. 
 
Uma relação em que os pares são diferentes e opostos pode ser apenas presságios de conflitos, pois é provável que a mistura de tempo e sentimento amoroso resulte harmonia e equilíbrio, como os versos da melodia Tão Feliz, de Marcos e Belutti 
 
Você tem vontades, sonhos e manias
 
Tão diferentes das minhas; 
 
Que o normal é mesmo duvidar. 
 
Você curte a luz do Sol e eu da Lua; 
 
Mesmo eu sendo o teu oposto, 
 
Se você topar, os nossos defeitos vão se completar.“
 
Qualidades e defeitos, por que não exibi-los em vez de camuflá-los? Se o belo pode ser revelado no feio, o feio também pode ser revelado no belo que o torna belo também. Se a beleza anterior é denegrida, outra vida se inicia, e única. Todas as distorções se convertem no que realmente somos. 
 
Na natureza o belo é uma constante e as imperfeições e diferenças não maculam a beleza, apenas a modificam, como um objeto quebrado que renasce se renovado, consertado, colado e pintado que inicia uma vida nova. 
 
São partes inseparáveis da natureza e das coisas o torto, o feio e o belo. 
 
E assim somos

Plinio Montagner

 
 
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