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Por quem os sinos dobraram novamente?
Maria Helena Aguiar Corazza
08/11/2017 16h33
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No dia primeiro de novembro, ao mesmo tempo em que havia sinos melancólicos tocando ao longe, um rumor de malas e apetrechos colocados na porta malas do carro anunciava para estes, que o dia do feriado seria de descanso e relax, praias, caminhadas com mais sossego, relaxamento e descontração nessa vida de perturbações onde não se encontra mais tempo para nada àqueles que, sem perdas a sentir ou relembrar aproveitarão o dia para provar que a Vida existe e precisa de vez em quando ser vivida e respeitada sagradamente, mesmo porque além dos distúrbios todos que acontecem, o tempo está se tornando cada dia mais veloz e mais escasso. (O tempo parece estar diminuindo ou é impressão? Será que a “Ressonância de Shurmann” tem razão?).
 
No entanto, era dia de Finados, com cemitérios repletos, flores levadas aos borbotões para enfeitar a morte e a despedida eterna... Túmulos lavados em contraste com a separação tão doída e inesquecível, velas acesas, missas e rezas contritas de muitos, quem sabe, ao menos neste dia, um respeito e uma reverência maior por quem já significou tanto para tantos, mas, agora que o tempo passou, foi embora da Terra partindo para a eternidade e deixando aqui, só recordação e muita saudade...
 
No entanto, para quem ficou, a certeza de que a vida continua presente no dia a dia e precisa cumprir sua missão, se possível numa calma maior com menos afobação e correria, num desejo de refletir, a fim de construir atitudes mais honestas e edificantes e a ressurreição dos valores corretos que tragam mais concórdia e harmonia porque o mais se for indigno, injusto e maldoso ficará também a qualquer momento da Vida, trancado dentro daquelas tumbas, lápides frias e escuras para sempre.
 
Foi Dia de Finados, sim! E, os sinos tocaram para homenagear e lembrar os que partiram, mas, também para alertar aqueles que não sabem quando chegará sua hora, já que não haverá avisos para ninguém, ou melhor, dizendo sem “papas na língua”, por quanto tempo ainda estaremos por aqui?. 
 
Daí, um pouco de bom senso, bondade e humildade no mundo não fará mal a ninguém, pelo contrário deixará a consciência mais livre, aberta e alerta nos desencontros de opiniões e desarmonias, onde o egoísmo, a vaidade e o desrespeito querem ganhar sempre a qualquer preço passando por cima do sentimento e do sofrimento do outro que também quer ter e precisa do seu valor!
 
Afinal, se os sinos tocaram em mais esse dia de Finados sem sabermos por quantos ou “por quem”, quem sabe teremos tempo ainda daqui para frente, com nosso melhor comportamento e atitudes mais maduras, justas e responsáveis, um modo de viver mais alegre fraterno e solidário?

Maria Helena Aguiar Corazza

É escritora e presidente da Academia Piracicabana de Letras.


 
 
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