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Temas variados
Jaime Leitão
02/11/2017 03h00
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TERROR

O terror continua causando mortes. Essa modalidade de terrorismo, com atropelamento, virou uma prática comum nos últimos tempos. 8 pessoas morreram anteontem atropeladas em Nova York, por motorista de uma caminhonete que investiu em uma ciclovia contra pedestres e ciclistas. Entre os mortos havia cinco argentinos que estavam em Nova York comemorando 30 anos da formatura na Escola Politécnica. Era um momento de festa, de comemoração, planejado durante um ano. Tiveram um fim trágico. 12 pessoas ficaram feridas.

SÍFILIS

Casos de sífilis no País aumentaram em 27,1% em um ano. Uma doença da qual quase não se ouvia falar já havia décadas, que parecia praticamente debelada, volta com força. É dengue, febre amarela. Um país com deficiência de campanhas  e de educação torna-se presa fácil de doenças que não deveriam mais ser motivo de preocupação. Outra doença que voltou com tudo é a gonorreia.

VIOLÊNCIA NO BRASIL

A manchete da “Folha” da última terça-feira, é simplesmente assustadora: “Brasil tem média de sete mortes violentas por hora”.

No total, foram registradas em 2016 61.619 assassinatos, 4,7% a mais do que no ano anterior. Nesses números estarrecedores estão incluídos homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais.

São números que ganham até de países em guerra. Estamos em guerra? Não se trata de guerra declarada, mas na prática o que acontece aqui não se distingue de conflitos que ocorrem nos países envolvidos em guerras civis  que provocam mortes de milhares de pessoas. E um detalhe: aqui as mortes violentas não acontecem em um ano isolado, a cada ano a situação piora.

 

CAIU A FICHA

Depois do surgimento da pré-candidatura de Dória ao Planalto em 2018,  que aconteceu em  uma decolagem  rápida, bem antes da hora, o prefeito de São Paulo, após a queda na sua popularidade, fez um pouso forçado e já admite participar de uma frente ampla para enfrentar, segundo ele, “os extremistas de esquerda e de direita”. Talvez se torne vice de Alckmin. A sua candidatura a presidente, até prova em contrário, parece que murchou.

FINADOS

Vida, morte. Hoje é um dia para reflexão e nos lembrarmos de parentes e amigos que nos deixaram há muitos anos ou recentemente. Não temos controle sobre a “indesejada das gentes”, presente no poema de Manuel Bandeira. Viver o presente, sem  deixar de valorizar o que passou, contribuindo para que o mundo seja melhor para quem vier  a habitar o nosso planeta nas próximas décadas , é o que de melhor podemos fazer para que o ser humano deixe a sua marca aqui de uma maneira menos destruidora e mais criativa e inteligente. A todos os mortos que estão vivos em nós, e, creio, em uma outra dimensão, o meu carinho e a minha homenagem mais sincera.


Jaime Leitão

é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação


 
 
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