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Transtorno de Personalidade Narcisista
Daniele Rocha Amaral
30/11/2017 14h43
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O Fantástico relatou, em 1º de setembro, o TPN (Transtorno de Personalidade Narcisista), especificando sobre as vítimas mulheres, filhas de mães que possuem a doença. A ideia desse texto é conscientizar as pessoas que a romantização de que toda a mãe é boa necessita ser quebrada.
 
O TPN é um distúrbio de personalidade que pode apresentar em qualquer classe social. Em suma, essas mães apresentam sentimentos de auto-importância, poder, superioridade, adoram ser o centro das atenções, inclusive apresentam tom de voz alto para que isso ocorra, acreditam que as pessoas devem sempre obedecê-las, há uma exploração exacerbada de outras pessoas a fim de promoções pessoais, falta de empatia e arrogância com o próximo. 
 
Essas mães são altamente manipuladoras, mentem a qualquer custo para manter sua integridade perante a sociedade. É comum vítimas de mães portadoras do TPN implorarem ajuda aos professores, amigos e até mesmo familiares e serem bastante ignoradas, visto que essas mães conseguem camuflar a aparência de boa mãe para as pessoas com quem esses filhos convivem, além de serem frequentadoras natas de igrejas e amicíssimas dos líderes religiosos. 
 
Você deve se questionar que é humanamente impossível uma pessoa tão amável com os filhos e religiosa apresente todas as características de uma mãe Narcisista Perversa (NP), certo? Engano seu, isso faz parte de seu poder de manipulação e, acredite, há muitas outras características. 
 
Gabriella Esteves tem 29 anos, é de Florianópolis (SC), formada em pedagogia e vítima de mãe NP. Optou pelo curso de pedagogia, pelo fato de ser uma ciência que estuda a educação. Sabe-se que a educação inicial é adquirida na família e que a escola é um complemento. E quando a criança não possui esse apoio educacional em casa? Ela busca ajuda fora dela, no seu convívio social, fora de seu cativeiro (denominação dada aos lares das vítimas que moram com suas mães NP). 
 
A vítima relata que solicitou muita ajuda indireta aos seus professores e familiares, informava-os de que sofria agressões físicas e também psicológicas e complementa que ninguém a escutava, pois sua NP era extremamente cautelosa com suas palavras na escola e também demonstrava ser uma mãe presente. 
 
Hoje, por ser pedagoga, Gabriella procura ser atenta a cada palavra e atitude de seus alunos, focando em seus desenvolvimentos cognitivos, com apoio familiar. Caso ela não tenha essa parceria familiar, busca o contexto em que a criança está inserida, tentando entender minuciosamente os detalhes. Caso haja alguma disparidade que influencie neste aprendizado, o Conselho Tutelar poderá ser acionado.
 
Mas, cuidado! Essas mães são muito boas para manipular, até mesmo as autoridades e se vitimizarem de que têm filhos rebeldes.
 
Quer saber mais a respeito? A psicóloga Michele Engelke escreveu o livro Prisioneiras do Espelho — Um Guia de Liberdade Pessoal para Filhas de Mães Narcisistas. Busque a leitura!
 
“Nem toda a mãe é boa. Isso é um tabu, que precisa ser quebrado!”. Silvia Rawicz

Daniele Rocha Amaral

É pedagoga.


 
 
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