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Costumes e paixões
Plinio Montagner
05/12/2017 13h41
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A cronista Danuza Leão, em seu livro “Sem Juízo”, finaliza um dos seus textos citando um verso da música “Bom Dia”, composta por seu marido Herivelto Martins, gravada por Dalva de Oliveira (1917-1972): 
 
“O amor é, simplesmente, o ridículo da vida”.
 
Mas confessa: “Vou ser sincera: a cada vez que estive apaixonada, fui tão ridícula quanto. Muita gente faz do amor um drama, tornam-se caricatas e perdem a luz da razão”. 
 
Não é bem assim. Estar apaixonado é a melhor coisa da vida, alivia as dores, conforta o corpo e a alma, dá alegria de viver. A exceção acontece se o amor não é correspondido ou for interrompido. Quando uma relação de amor termina, raramente acontece ao mesmo tempo o desamor de um pelo outro. Por isso há pessoas que não se atrevem a amar e negam afetos. Se for para poupar o coração tal opção é uma Insensatez desmedida!
 
Um fato que pode molestar o início da relação amorosa é a revelação de um amor sem ter havido algum indício de receptividade. Havendo a negação, segue a desilusão e a amizade fica prejudicada.
 
Declarações de amor há que se travam pela força da emoção, até pelos extrovertidos, principalmente quando o amor é verdadeiro. É preciso ainda, coragem. 
 
Em outros países os hábitos e as relações entre o homem e a mulher são pra lá de estranhos. Exageros à parte, no Japão as mulheres ainda andavam a três passos atrás dos homens. E na Índia, há viúvas que ainda se matam?
 
Sabemos com convicção que nos países árabes somente os olhos das mulheres podem ser vistos. Outros costumes que chocam nossa sociedade, principalmente o cristianismo, as culturas em que os homens podem ter várias esposas, e outras, em que as noivas conhecem o futuro marido no dia do casamento. E esta terrível, em que o adultério era punido com a morte. 
 
Por aqui, e na maioria dos países democráticos do ocidente, prevalecem os princípios morais dos costumes e das tradições e, fartamente, do lado da ignorância, prevalece a anarquia pelos excessos de liberdade e de desrespeito às pessoas de bem.
 
Tudo está acontecendo muito rápido. No campo amoroso, raramente o homem se declara à moda antiga na frase universal do — “Eu te amo, você quer se minha namorada?” Não dá tempo, as ofertas são muitas. 
 
Nos tempos dos deliciosos Anos Dourados e da inocência as paixões brotavam nos olhares e eram embalados pelas músicas inesquecíveis. Alguém se lembra da música que era tocada no momento do primeiro beijo? 
 
Antes dos fantásticos avanços da tecnologia os discursos de amor eram traduzidos pelos versos das músicas e poesias românticas, como estes:
 
“Eu sei que vou te amar por toda a minha vida eu vou te amar...” 
 
“Eu nunca mais vou te esquecer...”.
 
“Ainda ontem eu chorei de saudade”.
 
“Tudo acabado entre nós, já não há mais nada...”.
 
“Eu desconfio que o nosso caso está na hora de acabar”.
 
“Quando você me deixou, meu bem, me disse para ser feliz e passar bem”. 
 
“A gente briga, diz tantas coisas que não quer dizer”. 
 
“Se eu soubesse o que sei agora, eu não teria perdido você...”. 
 
O poeta e escritor Paulo Setúbal compôs uma estrofe muito bonita de dez versos sobre o amor não correspondido: “Só Tu”
 
Dos lábios que me beijaram;/ Dos braços que me abraçaram,/ Já nem me lembro, nem sei;/ Foram tantas as que me amaram;/ Foram tantas as que eu amei./ Mas tu que rude contraste/ Tu, que jamais me beijaste,/ Tu, que jamais abracei;/ Só tu, nesta alma ficaste,/ De todas as que eu amei.

Plinio Montagner

 
 
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