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A língua do cérebro
Francisco Ometto Júnior
15/01/2018 17h08
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Empresas quebram, milhões perdem oportunidades de crescimento pessoal e profissional, pais limitam a educação dos filhos — muitas vezes criados num pessimismo perigoso — campanhas sociais e de marketing comunicam exatamente o contrário do que desejam, treinamentos improdutivos, negociações sem sucesso, mensagens equivocadas e mal construídas, contribuindo para problemas físicos e emocionais, além de tantos outros exemplos.
 
A nossa percepção e a forma como nos comunicamos tem papel decisivo, em todos os sentidos. Percepção. Comunicação. Pense no poder dessas duas palavras, mas pense também em quem está nos bastidores, comandando tudo isso: o cérebro!
Atualmente, uma das áreas de maior destaque na neurociência trata da forma como o cérebro se comunica, qual sua linguagem e as consequências dela.
 
Quando algum tipo de crise aparece, temos a opção de nos entregar ou então encontrar oportunidades para transformá-la em algo que traga melhorias ou... solução! Acreditar nisso é o primeiro passo... Explico.
 
A negativa é um poderoso exemplo. Quando você diz ao seu filho para “não fazer isso”, tenha certeza de que a probabilidade do “fazer isso” aumenta consideravelmente.
 
Pense na campanha “não use drogas”. Entende agora porque ela não tem dado resultados? E podemos citar aqui inúmeros exemplos do dia a dia de campanhas fracassadas de marketing, estragos em relações interpessoais, queda em desempenho, etc.
 
E se eu te pedir agora para você “não pensar num carro amarelo”? Em que você pensou?
 
Nosso cérebro simplesmente não entende o “não”; por isso ele logo busca o que vem depois do “não”. 
 
Portanto, caro leitor, utilize esta analogia para entender que, quando recebemos um cenário ruim, podemos “sim” revertê-lo num cenário bom, mesmo porque, sem perceber, produzimos neste instante um grande volume de combustível que nos faz ir adiante, superando, evoluindo. Vá além do “não”, tendo uma comunicação positiva. Por exemplo: ao invés de “não use drogas”, imagine se utilizássemos “tenha um estilo de vida mais saudável”; ao invés de “não vou pensar mais nessas besteiras”, utilizássemos “vou pensar em coisas alegres e produtivas”, e assim por diante...
 
Obstáculo. Quem não tem? Entretanto, reflita naquela frase de Augusto Cury: “Lembre-se da sabedoria da água, ela nunca discute com um obstáculo, ela simplesmente o contorna”.
 
A vida consiste basicamente no gerenciamento de duas situações: as controláveis (que podemos mudar) e as incontroláveis (que não pertencem ao nosso controle).
 
O maior problema das pessoas é querer canalizar energia para coisas que elas não podem mudar. Entretanto, quando estamos inteiramente focados no que está em nosso poder, simultaneamente aumentamos o nosso poder. 
 
Quando controlamos nossas emoções no momento de crise, aumentamos o ângulo de visão e começamos a vivenciar as oportunidades que se escondem nos problemas. Isto sim é poder. Isto sim é liberdade. 
 
Portanto, não importa o que acontece com você. O que importa mesmo é como você reage e como administra as situações que vive.
 
O obstáculo no caminho deve se tornar o caminho. Dentro de cada obstáculo há uma oportunidade potencial de transformação.

Francisco Ometto Júnior

É professor e psicanalista


 
 
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