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Ano Novo, nova esperança
Ana Carolina Carvalho Pascoalete
05/01/2018 14h48
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Ao terminar um ano, é comum a sensação coletiva de que no próximo tudo será diferente. O próprio termo Réveillon, originário do francês, significa “despertar” para uma nova etapa que se inicia. Assim, a virada do ano, sugere para as pessoas a abertura de novas oportunidades para colocar em prática sonhos ou planos que ficaram no passado e que podem ser resgatados.
 
Para entrar no novo ciclo, as festividades da passagem são vividas com a proposta de mudanças e assim renova as esperanças e a fé de grande parte da população. Toda finalização de ciclo evoca a necessidade de reflexões, um balanço sobre a vida. A partir daí, cria-se novas metas para o futuro simbolizando o fim de um ciclo e o início de outro.
 
Tal movimentação garante a cada um a possibilidade de reorganizar a vida, colocar as coisas em seu devido lugar, restaurar a vitalidade, a vontade de fazer melhor; de amar mais; de cuidar mais; de conquistar mais. O processo de existência é cheio de ciclos, vivemos constantemente o nascer e morrer, amanhecer e anoitecer, acordar e dormir.
 
Ao fechar um ciclo, nasce a esperança, com energias renovadas e motivações que ajudam na iniciativa para novas atitudes. Esse processo também é simbolizado na passagem do ano, ao acionar as emoções que transformam a vivência das pessoas em um momento mágico na esperança de desenvolver novos ideais.
 
Porém, para algumas pessoas, o Réveillon pode trazer recordações de erros e fracassos, enquanto para outras a oportunidade e esperança de virar a página para um ano melhor. Demarca um momento de maior espiritualidade, aumento da afetividade e senso coletivo, devido a proximidade com o Natal; momento de desejar o bem ao próximo e demonstrar gratidão.
 
A relação de cada indivíduo com a passagem de ano vai depender da memória afetiva vivida no passado com estas datas, se forem felizes haverá facilidade em trazer essas recordações para o momento atual, caso contrário, a pessoa precisa fazer um esforço para não insistir em revivê-las por meio de recordações no presente. O compromisso em fazer diferente cabe a cada um.
 
Para a psicanálise, o ano novo poderia ser pensado como uma promessa de suportar querer o que se deseja e não temer a surpresa do que o futuro desse ano lhe reserva. Pois o Réveillon é o melhor exemplo do imprevisível. Embora todos saibam quando ele vai nascer motivando entusiasmos e emoções, não sabemos o que lhe é reservado no decorrer dos 365 dias. Ele é multifacetado, tem uma aparência para cada indivíduo, se diferenciando do ano velho com as “rugas” adquiridas.

Ana Carolina Carvalho Pascoalete

É psicóloga e psicanalista clínica


 
 
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