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Céu ou inferno
Francisco Ometto Júnior
29/01/2018 12h30
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Imagine alguém cortando sua frente no trânsito e reflita: se a pessoa que fez isso com você estiver escutando música alta e demonstrar claramente não ter respeito pelos outros, isso vai mexer com você de alguma forma, não vai? Entretanto, se a pessoa que te cortou estiver agarrando o volante, com algum tipo real de dificuldade para dirigir, você não terá o mesmo sentimento da situação anterior...
 
A origem dos sentimentos ruins muitas vezes não está no ato em si, mas na intenção atribuída. Aí está a riqueza da mensagem de hoje. Podemos (com sabedoria) compreender ou então alterar o “significado” e a “intenção” dos acontecimentos em favor de nossa paz de espírito!
 
Quem de nós já não se magoou por ter alimentado algum tipo de expectativa em alguém? Agora, reflita: será que você tinha motivos para ficar magoado mesmo? Muitas vezes a mágoa ou a decepção vem de pensarmos que aquela pessoa fez aquilo de propósito. Mas, será que foi? Que “reais” motivos levaram aquela pessoa a agir daquela maneira? Por outro lado, devemos nos policiar: será que “calibramos” a quantidade de expectativa colocada naquele assunto ou naquela pessoa?
 
Temos uma vontade imensa de ficar no céu, mas não tiramos nossas “garras” do inferno, e — paradoxalmente — reclamamos dele!
 
O país não vai melhorar enquanto as coisas no meu bairro não melhorarem. A mudança global não vai acontecer enquanto eu não mudar ou não fizer algo para que as grandes mudanças aconteçam. Grandes corrupções espelham as pequenas e são abomináveis nos dois sentidos.
 
Reclamar do local onde trabalha ou dos colegas de trabalho apenas demonstram falta de amor próprio, ou seja, se permitir passar uma grande parte da própria vida num lugar que, pelo jeito, não gosta ou se sente bem. Esse é o inferno na terra. Quer o céu? Faça algo para melhorar seu ambiente de trabalho ou, então, procure outro lugar para trabalhar, ou seja, para ser mais feliz.
Está se sentindo mal, sem rumo, em depressão, intolerante, ansioso, irritado, sem vontade ou iniciativa? Você tem a opção de ligar o piloto automático (como a maioria das pessoas estão fazendo), ou... ter a humildade de procurar ajuda e alterar essa rota! Não se esqueça que seu desejo é uma ordem: céu ou inferno...
 
A maior experiência que você pode ter em sua vida é viajar para dentro de você mesmo.
 
Todos nós gostamos de viajar, conhecer lugares diferentes, outras pessoas, enfim, observar coisas novas, sentir novas emoções. Sem dúvida, são experiências maravilhosas. Porém, mesmo estando em qualquer lugar do mundo ou vivendo qualquer tipo de emoção, não deixamos de ser nós mesmos. Ainda que você esteja de férias de tudo o que faz no dia a dia, há uma coisa que continua a mesma: você.
 
Cenários e momentos vão mexer com você, te alegrar, te entristecer, te distrair. Mas, no final, será você. Sim, nada mais nada menos que essa “antiga” pessoa. 
 
Portanto, não há nada melhor e mais evolutivo do que um processo real de transformação de dentro para fora (não de fora para dentro, como o mundo convida, de forma alienadora). A partir disso, tudo no Universo irá mudar para você, porque são as suas percepções que estarão no comando da sua vida.
 
 
“Não há nada nobre em ser superior ao seu semelhante. A verdadeira nobreza é ser superior ao seu antigo eu.”<XC> (Ernest Hemingway)
 
 
Francisco Ometto Júnior é professor e psicanalista

Francisco Ometto Júnior

É professor e psicanalista


 
 
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