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Discretas virtudes
André de Paiva Salum
24/01/2018 18h19
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Além das virtudes aparentes, que se mostram a todos em ocasiões de convívio e exposição social, há outras, discretas, que passam despercebidas e somente são registradas na intimidade da consciência e nos planos superiores da vida.
 
Dentre tais qualidades podemos citar a paciência, que se reveste de grande importância na sustentação da paz e da fé, bem como da perseverança nas atividades realizadas. Muitas vezes, quando não se pode enfrentar determinada situação, ou quando a solução para determinado problema parece longínqua, só resta a paciência, que é a capacidade de se esperar, aguardando a solução que certamente virá em ocasião oportuna. É necessária certa maturidade psicológica e uma compreensão mais profunda da vida para que se tenha paciência, principalmente diante das situações mais graves da existência. Precisa-se ter fé no futuro e nos desígnios divinos para que se espere pacientemente pelo desenrolar dos acontecimentos quando se está diante de situações adversas. Frequentemente essa virtude passa despercebida ou é desconsiderada, pois vive-se em um mundo onde predominam a ansiedade, o imediatismo e a pressa.
 
Outra virtude oculta é o silêncio, quando exprime sabedoria e amor. Diante de crises e situações provocadoras de conflito, agressividade e disputa, o silêncio é portador de qualidades curativas e transformadoras geralmente desconhecidas. Calar diante de ofensas, emudecer perante uma provocação, silenciar ante um comentário leviano ou inferior são atitudes que revelam autodomínio e inteligência emocional, e, quando nada se pode dizer de positivo sobre algo ou alguém, o silêncio pode ser a melhor expressão da compaixão.
 
Qualidade anímica, a resignação revela ampla compreensão dos mecanismos da vida, pois, diante de condições desfavoráveis é mais fácil revoltar-se e cair na rebeldia, porém aquele que se resigna aceita calma e humildemente as situações desafiadoras que, no momento, não pode mudar.
 
Virtude amplamente reconhecida por quem lhe sabe o valor, o perdão sincero ocorre nos recessos do coração, e às vezes é testemunhado apenas pela consciência de quem perdoa, despercebido ou desconsiderado por quem lhe recebeu a bênção.
A renúncia é outra virtude que, mesmo longamente praticada, gera benefícios imperceptíveis a um olhar superficial e imediatista, embora trabalhe profundamente, ao lado do desapego. Quem renuncia em benefício do semelhante ”perde“ para ganhar, pois justamente por não agir com interesse pessoal é que receberá multiplicado o bem que proporciona a outrem.
 
As virtudes citadas, dentre outras, frequentemente são cultivadas sem o conhecimento público, no âmago do coração. Por isso mesmo se revestem de particular grandeza e requerem amadurecimento espiritual e pureza para serem vividas integralmente.Para alcançar tal condição é necessário que se esteja suficientemente livre do orgulho e dos interesses egoístas, o que requer um profundo e persistente trabalho de autoconhecimento e autoeducação.

André de Paiva Salum

É médico homeopata


 
 
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