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Épocas
José Faganello
30/01/2018 16h30
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Ao ler diariamente notícias infames sobre nossos governantes, resolvi apresentar uma comparação deprimente para nós.
Espanto-me com a quantidade destes personagens que deixarão nos anais de nossa história, que, forçosamente, irá se rotulada de Época da Corrupção.
 
A Grécia antiga, embora recortada por cidades-estados, conseguiu deixar-nos uma plêiade de artistas e sábios que conseguiram enriquecer a cultura grega, a ponto de ser tomada, por exemplo, e admirada até hoje.
 
Homero, com suas duas obras literárias: Ilíada (narra a guerra de Tróia) e Odisseia (sobre as façanhas de Ulisses), foi acompanhado por Sólon, Safo, Anacreonte, Píndaro.
 
Heródoto, considerado o pai da história, acompanhado por Tucídites, expôs a Guerra do Peloponeso, que enfraqueceu a Grécia, propiciando sua tomada por Filipe da Macedônia, pai de Alexandre Magno e Xenofonte, que, por sua vez, descreveu a heroica retira dos 10 mil gregos do território Persa.
 
O teatro, com Ésquilo, considerado pai da tragédia grega, escreveu 80 tragédias e 20 dramas satíricos. Por sua vez, Sócrates, contemporâneo de Ésquilo, produziu 113 tragédias, entre elas, Édipo Rei.
 
Na filosofia, a Grécia teve grandes e numerosos expoentes, os três maiores foram Sócrates, Platão e Aristóteles.
Na matemática destaco Tales de Mileto, Euclides, Pitágoras e Arquimedes.
 
Não há espaço para dissertar sobre pintura, biologia, medicina e as colônias gregas.
 
Outra época que produziu inúmeros artistas foi o Renascimento, iniciado pela Itália e expandindo pela Alemanha, Países Baixos (Holanda e Bélgica), França, Inglaterra e Espanha.
 
Citarei apenas alguns destaques que se perpetuaram com suas obras: Dante Alighieri, com sua monumental obra, Divina Comédia. Leonardo Da Vinci, talvez o maior gênio até hoje, Miguelangelo, arquiteto e pintor incomparável. Maquiavel, com sua obra prima ”O Príncipe“ e Shakespeare, o maior gênio da história do drama.
 
Fico amargurado ao constatar que nesses países citados e em outros mais, houve momentos que uma plêiade de artistas deixou obras que engrandeceram sua história.
 
No Brasil, também tivemos alguns que se destacaram, mas tantos e não como os citados.
 
A lembrança que vai ficar na nossa história atual é de causar espanto, de como tantos ao mesmo tempo, conseguiram criar uma rede de corrupção, que envolve todos os poderes. A cultura grega, o renascimento e a revolução industrial continuarão na História como épocas memoráveis, enquanto a nossa será lembrada como um Brasil campeão da corrupção. 
 
Pela quantidade de corruptos, aliado aos poderes de que eles estão investidos, vai ser utópico achar que 2018 será melhor.

José Faganello

é professor


 
 
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