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Consciência ambiental
André de Paiva Salum
07/02/2018 16h13
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Em sua estrutura imensamente complexa, a Natureza possui notáveis mecanismos de adaptação e inter-relações entre os seres, sustentando o equilíbrio dinâmico e a harmonia da vida.
 
Mas, existe a espécie humana, única com capacidade de interferir de modo consciente e intencional nas relações entre os seres, a qual tem sido responsável pela poluição, degradação e destruição da vida planetária, tornando as espécies cada vez mais ameaçadas, inclusive ela própria.
 
A visão que o ser humano tem da Natureza e do que chama de recursos naturais é reflexo do seu nível de consciência, e a forma irresponsável como tem encarado as riquezas naturais, usando-as de modo predatório, explorador, devastador, reflete a ignorância humana quanto à vida e suas expressões, bem como ao papel que poderia ser desempenhado pelo homem na imensa teia da vida que permeia a Terra.
 
A Natureza não tem sido apreciada no seu complexo e delicado equilíbrio nem reconhecida na sacralidade de cada ser vivo, como os animais e as plantas, muitas vezes objetos de exploração, considerados simples mercadorias, fontes de renda e lucro.
 
O ser humano, detentor de grande poder de interferência nos reinos da Natureza, deveria ter consciência de que, por isso mesmo, tem imensa responsabilidade pela forma como se relaciona com as outras espécies, cabendo-lhe respeitar, preservar e cuidar das demais formas de vida, sob pena de responder, tanto individual quanto coletivamente segundo leis naturais que regem a vida, por todas as ações incorretas que venha a praticar.
 
A Terra não tem sido vista como a morada de todos os seres, generosa e pródiga em vida, digna de toda reverência, mas, ao contrário, suas riquezas têm sido exploradas incessantemente até a exaustão dos recursos naturais, ao lado da crescente poluição e degradação ambiental.
 
Aquele que concebe a vida como patrimônio universal, compartilhando-a com todos os demais seres deste planeta, torna-se incapaz de ações intencionalmente destrutivas em relação à Natureza. Portanto, somente uma consciência suficientemente desperta, educada e harmonizada pode ter uma conduta correta em relação a todos os seres e reinos, o que torna evidente a necessidade de uma educação integral a fim de se conseguir tal propósito.
 
Essa questão envolve igualmente a dimensão espiritual do ser humano, pois espiritualidade não é apenas cultivar uma fé ou professar uma crença, mas igualmente relacionar-se harmoniosamente com os demais seres e formas de vida considerando-as expressões da mesma Fonte criadora. É enxergar o sagrado não apenas em imagens ou igrejas de pedra, mas também nos templos vivos de todos os seres, bem como na dádiva da água, no ar, na terra que oferece alimento, nas florestas.
 
Desse modo, é possível estabelecer uma relação construtiva e criativa, cuidadora e saudável em relação a todas as formas de vida, inclusive a humana, reconhecendo que somos corresponsáveis pela harmonia da vida planetária que nos cabe preservar em benefício de todos.

André de Paiva Salum

É médico homeopata


 
 
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