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Caminhos para a paz
André de Paiva Salum
07/03/2018 17h49
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Nossa realidade social, conforme observamos diariamente, é permeada de violência, seja contra a mulher, a criança, o idoso, os animais ou a Natureza. Outras formas de violência, como agressões psicológicas, imposição de determinados credos religiosos, intolerância com orientações sexuais consideradas erradas ou com afiliações políticas das quais se discorda são o triste retrato do nosso cotidiano. Agressões físicas ou verbais, presenciais ou virtuais, sejam a quem forem, ou sob qual pretexto se escondam, mostram-se faces da intolerância e do preconceito, reflexos da ignorância que ainda impera em parcela significativa da humanidade.
 
Embora, à luz da razão, do bom senso e da compaixão a violência não se justifique, porquanto não apenas não resolve os problemas, mas os agrava e complica, existe algo em nós desejo de vingança disfarçado de senso de justiça, fruto de conflitos e frustrações, ignorância e insegurança, que muitas vezes deseja justificar as mais absurdas expressões de agressividade, principalmente quando destinadas àqueles que julgamos culpados ou responsáveis por algum ato incorreto considerado de maior gravidade.
 
Na verdade, todos temos, em maior ou menor grau, impulsos a serem educados, forças instintivas a serem adequadamente canalizadas, energias agressivas aguardando correta canalização com fins superiores.
 
Sob a perspectiva evolutiva, as diversas formas e expressões de violência, individual e coletiva, revelam o quanto a natureza animal, impulsiva, ainda predomina no ser humano, em detrimento das conquistas racionais, éticas e espirituais, ainda incipientes e frágeis. Revelam, por isso mesmo, a inadiável necessidade de uma educação para a paz, para a convivência fraterna, aprendendo-se a respeitar e valorizar a riqueza da diversidade em todas as formas em que se apresente, bem como a colaborar para que se consiga viver coletivamente em harmonia. Esse tão necessário processo educativo certamente deve incluir a dimensão espiritual, desde que signifique uma saudável proposta de inclusão e compreensão da singularidade humana e dos múltiplos caminhos possíveis, os quais constituem direitos inalienáveis de cada um.
 
De acordo com os grandes instrutores da humanidade, só haverá paz na sociedade quando os seres humanos que a compõem forem pacíficos, isto é, quando houverem, por um processo de autoconhecimento e autotransformação, descoberto dentro de si mesmos a fonte de paz e harmonia, e a expressarem nas relações com os outros seres com os quais compartilham a existência.
 
Felizmente, inúmeras pessoas e grupos, que não se conformam com a conflituosa realidade social nem se acomodam na omissão ou na crítica estéril, têm-se mobilizado para se desenvolver uma cultura de paz, promovendo diálogos, eventos educativos, divulgando iniciativas e notícias de experiências bem-sucedidas. Atuam como semeadores de uma sociedade melhor, empenhando-se corajosamente na direção de um viver coletivo mais fraterno, harmonioso e saudável para todos.

André de Paiva Salum

É médico homeopata


 
 
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