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A liberdade proporcionada pelo Perdão
Ana Carolina Carvalho Pascoalete
13/04/2018 18h12
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Quem consegue facilmente acabar com ressentimento, com a mágoa ou mesmo com a raiva que sente por outro indivíduo ou até por si mesmo? Perdoar é considerado um ato emocional, mental e até mesmo espiritual, que envolve sentimentos e emoções humanas.

 

Porém, devido ao ego, que desenvolve um orgulho exacerbado perante as circunstâncias vivenciadas no decorrer da vida, o ato do perdão demanda de muito esforço, é doloroso e gera sentimentos que podem ser prejudiciais à saúde física, psicológica e emocional.

 

Mesmo que nosso ego direcione nossos pensamentos a acreditar no não merecimento do perdão, direcionado a si mesmo ou a outro indivíduo, essa escolha ajuda a alimentar o ressentimento e se aprisionar a ele. Portanto, o perdão concedido proporciona a própria liberdade, que anterior ao seu acontecimento nos prendia a algo, a alguém ou a alguma situação que trazia adoecimento interior.

 

E para que o perdão possa acontecer, não é necessário continuar convivendo com o responsável que gerou o desafeto, mas que tal ato seja verdadeiro e generoso, direcionando o caminho para o auto conhecimento, que proporcionará o alívio, a consciência leve e a sensação de bem estar, de paz interior.

 

É necessária a compreensão de que alimentarmos o ódio e o ressentimento por algo ou alguém, não necessariamente afetará o alvo do desafeto, mas atrairá mais sofrimento para sua própria vida. É preciso compreender ainda que, o que você julga quanto ao certo ou o errado, tem relação com quem você é e não com o que outro lhe fez.

 

E necessário entender que seres humanos cometem erros, falhas e da mesma forma que falharam com você é possível que também possa falhar com alguém. Então, para perdoar não precisa abandonar seus princípios, porque tal ato também representa exercer respeito a si mesmo. E quando bem compreendido, o perdão com sabedoria pode ser considerado um instrumento de cura interior.

 

 Para a psicanálise, os indivíduos adultos carregam culpas em graus maiores ou menores, de acordo com as experiências e elaborações de cada um adquiridas no processo de desenvolvimento, no decorrer da infância e adolescência quando: sentiu culpa por desejar destruir o seio e corpo materno, por ter sido frustrado da exclusividade ou por ela não ter satisfeito todos os seus desejos; culpa por não ter pelos pais apenas sentimentos sublimes, construtivos; culpa por ter desejado o aniquilamentos dos irmãos rivais; culpa por ter desejado excluir o pai da relação mãe e filho, entre outros.

 

Desta forma existe em nossa consciência um espaço de liberdade e discernimento para direcionarmos nossas ações e escolhas, só que nosso inconsciente se interliga a consciência de forma enredada, e com isso é possível perceber que nossa liberdade é apenas parcial em relação às nossas condutas. Então, muito do que consideramos errado é, na verdade, limitações proporcionadas por intermédio de experiências vividas no decorrer de nossa historia, que nos remete à destrutividade e culpa inconsciente.

 

Assim, vale ressaltar que perdão é a libertação das limitações auto-impostas e dos padrões de condutas autodestrutivos, que nos limitam de caminhar para um processo de evolução.

 


Ana Carolina Carvalho Pascoalete

É psicóloga e psicanalista clínica


 
 
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