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Buscando compreender o destino
André de Paiva Salum
04/04/2018 18h16
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Todos estamos imersos nas correntes do tempo, que a tudo transforma. Mudanças individuais e coletivas se sucedem, determinando o destino dos seres.
 
A um olhar materialista e restrito pode parecer que os fatos da vida, ou pelo menos alguns deles, ocorrem de maneira casual, sem nenhum sentido lógico ou propósito definido.
 
Acidentes, desastres naturais, crises econômicas, guerras... Inúmeras são as situações que mudam, às vezes de modo repentino, o destino de pessoas e grupos, países e civilizações, as quais só podem ser adequadamente compreendidas quando se conhecem algumas leis que regem a existência.
 
Uma visão mais abrangente, que inclua os ascendentes espirituais e as leis naturais que governam a evolução individual e coletiva, possibilita a compreensão de que nada existe que escape a essas leis, pois tudo o que acontece obedece a um encadeamento lógico, segundo princípios universais, que agem com absoluta sabedoria, e que são invioláveis, de modo que tudo seja controlado em mecanismo de perfeita justiça.
 
Filosofias espiritualistas e religiões têm, ao longo dos séculos, ensinado ao ser humano sobre alguns princípios e leis que regem a vida, e, quando bem compreendidas, habilitado as pessoas a tomarem consciência não apenas da sua responsabilidade diante de fatos, circunstâncias e relacionamentos, mas principalmente do seu papel como construtoras do próprio destino. Quando se compreende que existe um princípio universal de causa e efeito, conhecido no Oriente como lei do carma, assume-se plena responsabilidade por tudo o que se pensa, sente, fala e realiza, sabendo que tudo o que se faz gera consequências, as quais retornam inevitavelmente a quem os produziu, seja imediatamente ou a longo prazo. Esse conhecimento, quando verdadeiramente incorporado à consciência lúcida, torna-se uma baliza segura para a conduta humana, pois adverte silenciosamente sobre as consequências de tudo que seja plantado no solo da própria existência.
 
 
Além dessa sinalização interna, muitas situações aparentemente incompreensíveis ou injustas, como doenças congênitas, mortes prematuras, miséria econômica, enfermidades incuráveis, físicas e mentais, podem ser consideradas segundo essa perspectiva ampliada. Aqueles que lhes sofrem os efeitos deixam de ser considerados vítimas ou culpados, para se tornarem irmãos dignos de respeito, compreensão e auxílio. O que foi determinado como castigo divino pelas interpretações religiosas tradicionais pode, segundo uma compreensão espiritual atual e ampliada, ser compreendido como lição purificadora e retificadora, sempre com o objetivo de harmonia e cura.
 
 
Uma visão espiritualista e integrada possibilita e favorece uma perspectiva otimista da vida, mesmo diante de problemas, sofrimentos e desafios que todos enfrentamos, pois permite que se compreenda que se colhe o que se haja semeado, e também que se assuma a responsabilidade e a liberdade de reescrever, a cada momento, a sua história, como artífice do próprio destino.

André de Paiva Salum

É médico homeopata


 
 
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