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Equilíbrio
Plinio Montagner
19/04/2018 18h32
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Em suas palestras, o historiador e filósofo Leandro Karnal costuma abordar as causas do sucesso. Uma frase que repete: “sorte é o nome que o vagabundo dá para justificar o esforço que ele não fez”. 
 
Faz sentido. Quem trabalha tem mais “sorte” do que aquele que trabalha menos ou que não faz nada.
 
É fato que trabalhando quase tudo acontece, que da inércia nada resulta e que nada provém do nada, talvez, por exceção, o amor. A chuva não cai por acaso e a temperatura não sobe nem baixa sem um agente. Tudo provém de uma causa.
 
Trabalhar, apesar de gerar conforto, quando é demais, abala a harmonia da família, se menos, conquista-se menos, mas provê o lar de mais presença e afeição. Quem não faz nada perde tudo.
 
Quando não há limites estabelecidos, nem regras, nem líderes, nem exemplos, nem repressão, a anarquia se instala. O Universo também necessita de equilíbrio de forças para se sustentar. A Física o define o como um sistema em que forças se anulam.
 
A sociedade humana é igual, o homem necessita de regras e limites para equilibrar necessidades e desejos, deveres e direitos.
 
Com certeza a felicidade perderia seu significado se não fosse equilibrada pela tristeza; a saúde, se não substituísse a dor, e a abastança sem a carência.
 
Quanto comer, beber, ceder, negar, trabalhar, amar, descansar, para tudo há uma medida que deve ser respeitada. O equilíbrio depende do princípio da reciprocidade. Tudo que é dado volta. É a lei do retorno. 
 
O homem precisa saber as respostas adequadas ao universo ao redor e às necessidades de seu corpo.
 
Velocidade, lentidão, quantidade necessitam de limites. A razão só não explica equações que envolvem sentimentos. Enquanto a experiência aponta riscos, o coração manda tentar. Nesses momentos, ser crente, agnóstico ou ateu de nada adianta para desvendar o caráter de uma pessoa, mas suas atitudes sim.
 
Segue um fragmento de um texto enviado por um amigo:
 
“Quando o assunto é equilíbrio, o problema não é você ser evangélico, católico, judeu, PT, Bolsonaro, feminista, corintiano, palmeirense, coxinha, mortadela, hétero, homo, ignorante ou sábio. O problema é o fanatismo. Fanatismo emburrece. Fanatismo gera guerras.”
 
Não há nada contra o fanatismo quando os focos são bem e a paz, todavia, parece existir mais fanatismo do mal do que do bem, que são a bondade, o amor ao próximo, a amizade, o trabalho, o estudo, a família, a probidade etc.
 
O fanático do mal parece que não ouve argumentos contrários, ou não consegue, pela sua estupidez, permanece no obscurantismo da ignorância que estimula preconceitos e desamor, renunciando a verdades comprovadas por pessoas do bem e em todas as instâncias da Justiça. 
 
Joelmir Beting, jornalista, escreveu há uma década: “há partidos que começam com presos políticos e terminam com políticos presos”.

Plinio Montagner

 
 
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