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Dia das mães
José Faganello
08/05/2018 17h15
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“As mães, essas, foram feitas para / Sofrer e chorar, / Chorar com e pelos seus filhos, / Lutar por eles, e sofrer com eles, / Sentindo como suas as dores deles”. (Ianoya Benjamin)

Paulo apóstolo, para muitos é o maior escritor de cartas pela quantidade, concisão das mensagens e convincentes conteúdos, que podem ser pinçados em pequenos trechos, como se pegos com conta-gotas; em sua Epístola dos Efésios, 5,30 deixou-nos: “Eis por que deixará o homem a seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne”.

Essa união constitui a pedra fundamental das famílias. Elas, como as células de um ser, constituem os corpos que formam a nação, no seio da qual vivemos, pois é feita de nós. Quanto mais consistentes e bem formadas são as famílias, melhores são as nações. É a união do homem com a mulher que produz o fruto filho. Ele será o perpetuador de nossa herança genética, o responsável pelo futuro. Como seria confortador para cada mãe poder, confiante na capacidade de seu filho, recitarlhe os versos de Theodor Storm: “Eu caminhava há muito / Quando chegaste aqui; vamos agora juntos, / Nunca dantes te vi. // Andemos mais um pouco. / - Meu coração que tem? / Teu caminho inda é longo... / Não posso ir mais além”.

É a esperança de todo pai e de toda mãe que seus filhos continuem o caminho por eles iniciado e consigam ir muito além, mas muito mesmo. Se cada família conseguir isso de seus filhos, a Nação crescerá em progresso e vitalidade. Na formação dos filhos é fundamental a parte da mãe.

Saí cedo de casa, com onze anos e apenas voltei doze anos depois, tanto meu pai como minha mãe marcaram-me indelevelmente. Ambos deixaram-me exemplos de carinho, dedicação e honradez, mas era a mãe que ficava mais tempo, que mais burilava meu caráter e aprimorava minha educação.

O mesmo aconteceu com meus filhos. Enquanto labutava como provedor, numa alucinante ciranda de horas trabalhadas, saindo cedo e chegando tarde, apenas com uma hora, a do almoço, para ficar reunido com a família, cabia à minha esposa a inestimável tarefa da educação de nossos filhos.

Neste dia das mães, os filhos não podem ficar sem uma mensagem: Analisem como tratam seus pais, pois, quantos de vós, embora usufruindo de todas as mordomias que os pais lhes proporcionam, não retribuem com carinho e gratidão? Pelo contrário, estão sempre carrancudos e reclamando, enquanto outros, cujos pais labutam em tarefas penosas e mal remuneradas, tratam-nos com respeito e consideração.

E todos: mães, pais e filhos, estejam atentos, pois a família é a célula da nação, se ela não for unida e sólida, a nação perecerá, coisa essa que Balzac, no distante século 19 percebeu e advertiu: “Perdendo a solidariedade das famílias, a sociedade perde essa força fundamental que Montesquieu descobriu e chamou: a Honra".


José Faganello

é professor


 
 
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