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A ocupação e expansão urbana deram bons resultados nos últimos 10 anos
Barjas Negri
12/07/2018 10h45
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Ao tomar posse em 2005, um dos debates era sobre a ocupação dos vazios urbanos e a necessidade de restringir a expansão urbana. À época, argumentava-se que era preciso aproveitar melhor a infraestrutura e os equipamentos urbanos. Esses argumentos eram bons, mas protegiam e valorizavam glebas urbanas não edificadas. Isto é, os chamados vazios urbanos. 
 
Por meio de audiências e articulações políticas foi proposto utilizar melhor os vazios urbanos e, também, expandir o perímetro urbano para atender empreendimentos que resultariam em benefícios para toda a coletividade, sem causar problemas ao sistema viário e aos equipamentos sociais, que foram melhorados e ampliados. Vamos citar alguns exemplos.
 
Perto de Ártemis, no Itaperu, pretendia-se implantar um controvertido projeto de saneamento com lagoas de decantação para tratar esgoto, que ocuparia expressiva área. Aí ocorreu a criação da Zona Especial de Urbanização Específica. Nela foi criado e implantado o Distrito Uninoroeste, onde estão as empresas CJ Corp e a Biomim, que geram empregos e renda. 
 
Na região do Santa Rosa ocorreu expansão urbana destinada à implantação do Parque Automotivo, onde estão a Hyundai e fornecedores. O Parque tem toda infraestrutura e contribuiu sobremaneira para a geração de renda e emprego, com preservação do meio ambiente e, ainda, a geração de impostos para financiar programas sociais. 
 
Ainda no Santa Rosa foi estimulada a ocupação daquele vazio urbano com a criação do Parque Tecnológico, onde estão a Fatec, o Instituto Técnico Federal, a Raízen, o Centro Empresarial, o Colégio Luiz de Queiroz e o Parque dos Jequitibás. O resultado dessa ocupação planejada já mostra bons resultados. 
 
Na área de regularização fundiária, perto de Tupi, os moradores do Santa Isabel foram beneficiados com a aprovação da Área de Expansão Urbana, que contribuirá gradativamente para a regularização, com mais segurança jurídica aos proprietários. 
Recentemente foi criada a área da futura sede da Cidade Judiciária, na região do Taquaral, atendendo às justas reivindicações de juízes, promotores e advogados de Piracicaba e região. O mesmo aconteceu com o projeto Corumbataí, visando integrar áreas da região de Santa Teresinha com a construção de até 3.500 casas populares em 10 anos.
 
Os loteamentos habitacionais implantados nos últimos 10 anos obedeceram a rigoroso planejamento urbano e social, com completa infraestrutura e equipamentos sociais, destinados a melhorar a qualidade de vida dos moradores. 
 
Hoje o debate é o mesmo e carece reflexão. O congelamento do perímetro urbano não significaria a ocupação dos vazios existentes. Um movimento articulado quer restringir o perímetro urbano para os próximos 10 anos. Os argumentos parecem bons, mas novamente valorizam mais os vazios urbanos, concentrados nas mãos de poucos e travando novos investimentos empresariais e habitacionais.
 
Não consigo imaginar Piracicaba sem os parque Automotivo e Tecnológico, os distritos Uninorte e Uninoroeste e sem a possibilidade de ter sua Cidade Judiciária. É isso que teria acontecido se algumas entidades, a Prefeitura, o Conselho da Cidade e a Câmara não tivessem enfrentado o debate e trabalhado para termos uma cidade mais desenvolvida, com bons projetos, respeitando o meio ambiente e com sustentabilidade.
 
 
Barjas Negri, prefeito de Piracicaba

Barjas Negri

Foi prefeito de Piracicaba (2005-2012).


 
 
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