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Indivíduo e Sociedade
André de Paiva Salum
11/07/2018 08h39
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Diante do quadro que se apresenta aos nossos olhos, revelando o quanto nos encontramos distantes de uma sociedade educada, fraterna e pacífica, é interessante como temos imensa facilidade de perceber tudo quanto nos parece incorreto e imperfeito, principalmente em relação aos outros. Sabemos encontrar defeitos e problemas em todos os âmbitos dos poderes públicos, governos, grupos e instituições, desde que não façamos parte dos mesmos ou que nos consideremos a uma distância segura daquilo que avaliamos.
 
Quando se trata de atitudes, comportamentos ou ações alheias, temos sempre uma observação aguçada, capaz de detectar as menores falhas ou deslizes. Com relação a nós mesmos, geralmente não temos a mesma acuidade ou senso crítico, desculpando-nos quando nos convenha ou encontrando justificativas e atenuantes para nossos atos.
 
Facilmente reconhecemos formas de racismo nos diversos meios de convívio social, porém raramente o admitimos em nós mesmos. Quase todos criticamos a corrupção, reconhecendo-a em todos os âmbitos da sociedade, mas dificilmente assumimos o quanto somos falíveis, e nem sempre nos esforçamos com sinceridade pelo aprimoramento do próprio caráter. Criticamos sistematicamente a violência disseminada, entretanto poucos de nós temos consciência do quanto somos agressivos e do quanto precisamos trabalhar internamente a fim de educar nossos impulsos.
 
É sempre muito fácil reconhecer problemas, defeitos e limitações alheios, principalmente quando se fazem generalizações e análises superficiais e imediatistas. No entanto, é sempre difícil reconhecermos os aspectos inferiores que ainda nos caracterizam e trabalharmos com empenho e sinceridade, paciência e perseverança no indispensável processo de autoeducação.
 
Como o indivíduo e a sociedade se influenciam reciprocamente, esta é o reflexo dos membros que a compõem, e qualquer mudança social benéfica será, inevitavelmente, resultante de indivíduos mais educados, conscientes e responsáveis.
É consenso entre instrutores espirituais das mais diversas tendências que a melhor e mais efetiva contribuição que podemos oferecer à sociedade é o exemplo, sem o qual nenhuma crítica, por mais elaborada ou fundamentada, terá qualquer legitimidade. O efeito educador, portanto, transformador, do exemplo e da conduta, fala mais alto que qualquer discurso, crítica ou teoria.
 
Diante dos desafios que se apresentam a todos na vida diária, as propostas espiritualistas de autoconhecimento para a autotransformação parecem ser as melhores oportunidades e ferramentas de evolução individual e consequentemente coletiva, construindo novos padrões de conduta a se implementarem em futuros ciclos do desenvolvimento social, começando, na medida do possível, desde agora. Uma busca espiritual autêntica e saudável se apresenta como valiosa possibilidade de práticas educativas, curativas e integrativas, cujos frutos podem ser muito benéficos ao indivíduo bem como à sociedade da qual faz parte.

André de Paiva Salum

É médico homeopata


 
 
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