Oxitec fecha fábrica do Aedes do Bem na cidade

projeto Segundo informou a empresa, unidade vai para Indaiatuba.

Empresa trouxe à cidade projeto de combate a dengue. (Arquivo/JP)

A Oxitec Brasil, empresa responsável pela produção do mosquito Aedes do Bem, anunciou que vai fechar as portas da unidade de Piracicaba. Segundo a empresa, o motivo é a migração de tecnologia para a produção de novos mosquitos inicialmente chamados de “segunda geração” e que serão produzidos em uma planta mais moderna e recém-implantada na cidade de Indaiatuba. Apesar do encerramento da produção na cidade, o projeto com o mosquito transgênico vai continuar regularmente.

Por meio de nota, a Oxitec Brasil enfatizou que “está fechando sua fábrica de mosquitos em Piracicaba enquanto transita para a tecnologia de segunda geração de mosquitos, lançada recentemente em um projeto-piloto na cidade de Indaiatuba”. Segundo a empresa, esta próxima geração do Aedes do Bem tem uma tecnologia que não requer uma instalação como a atual e permite que a empresa implemente suas ofertas usando configurações de produção flexíveis. “Isso permitirá que a Oxitec entregue sua solução de controle vetorial superior para cidades e comunidades onde a ameaça de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é maior” além de “continuar comprometida com a parceria com a Prefeitura a partir de sua outra instalação, de última geração nas proximidades”.

A Secretaria da Saúde, também por meio de nota, garantiu a manutenção do projeto Aedes do Bem. “As decisões da empresa não afetam o serviço que ela presta ao município, de monitoramento do mosquito Aedes aegypti selvagem – transmissor da dengue, zika e chikungunya – e da soltura dos mosquitos geneticamente modificados, que combatem o vetor. O número de casos de dengue só tem diminuído: em 2015 tivemos 3.707 casos; em 2016, 2.365; em 2017, 61 e em 2018, 8. Os casos de zika desapareceram (zero em 2018) e de chikungunya tivemos apenas um caso este ano”.

HISTÓRIA – A primeira unidade de produção em grande escala do Aedes do Bem foi inaugurada em outubro de 2016, em Piracicaba. A empresa estava instalada em um galpão de 5.000 m2, a dez minutos do centro de Piracicaba, e a produção média de 60 milhões de mosquitos por semana com capacidade de proteger até três milhões de pessoas do Aedes aegypti selvagem. Na época do lançamento, o diretor da Oxitec do Brasil, Glen Slade, enfatizou que a unidade Piracicaba aumentava em 30 vezes a atual capacidade de produção.

(Felipe Poleti)