Pacientes reclamam de demora em UPA

UPA Usuária disse que ficou duas horas esperando atendimento

Os pacientes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Vila Sônia vêm sofrendo com demora no atendimento quando se dirigem ao local para consultas. A cuidadora Rosane Oliveira foi ao local no último dia 5, já que sofria de falta de ar e dores no corpo, porém foi surpreendida pelo tempo que levou até ser atendida. ‘Fui ao local às 8h, porém não esperava ficar mais de duas horas na fila de espera‘, disse Rosane, que também disse que a unidade estava lotada.

‘Quando cheguei na UPA já tinha bastante gente e conforme o tempo ia passando, nós ficávamos mais indignados. Reclamávamos para a atendente e ela apenas falava que tínhamos que esperar. Perguntamos sobre os médicos no pronto-socorro porém ela ficava evitava responder, dizendo que eles ficavam em outro setor.‘, disse Rosane, que afirmou que mães com crianças e idosos também enfrentavam a longa espera.

Indignada, a cuidadora gravou um vídeo de aproximadamente 50 segundos e enviou a reportagem do Jornal de Piracicaba. Na gravação é possível ver a sala de atendimento lotada, com pessoas tendo que esperar do lado de fora do estabelecimento. Em contrapartida, o vídeo mostra quatro salas vazias, além de ser possível ouvir pessoas tossindo na gravação.
‘Depois que realizei a gravação, finalmente fui chamada por uma enfermeira para ser atendida‘, comentou Rosane, que foi informada que entre quatro e cinco médicos estavam de plantão no dia, porém nenhum médico especialista estava na UPA naquele manhã. O estacionamento do local também sofreu críticas, já que comporta apenas cinco carros para os pacientes.
Em resposta a reportagem, a Prefeitura de Piracicaba, por meio de sua assessoria da saúde, informou que no último dia 5, cinco médicos trabalharam na UPA Vila Sônia, sendo três clínicos e dois pediatras, salientando que a equipe estava completa. ‘Neste dia foram atendidas 377 pessoas, sendo 91,77% sem classificação de risco (verde ou azul). Com classificação são vermelho e amarelo, que têm atendimento prioritário. Do total, foram 93 crianças, 229 adultos e 49 idosos.‘, disse a assessoria, ressaltando que o tempo de espera esteve dentro dos padrões, considerando a classificação de risco.

(Mauro Adamoli)