“Padova”, a cidade de um grande santo

Maria Helena Aguiar Corazza

E… Novamente em Padova, cidade italiana da região do Veneto que nos presenteou com Antonio (nascido Fernando em Lisboa em 1195 num dia 13 de junho), sendo amado e respeitado por um séquito de fiéis, com sua magnífica Basílica sempre lotada por gente do mundo todo, esperançosos pela crença e fé que ele deixou com seus exemplos de santidade e humildade sem limites, incontáveis e incontestáveis milagres deixando este mundo aos 36 anos, de uma vida plenamente religiosa.

Caso raro entre os santos, Antonio foi canonizado apenas 11 meses depois de sua morte pela sua vida plenamente dedicada aos pobres e os mais sofridos.

Antonio deixou como seu testamento espiritual uma parte que diz: “De três coisas procede à morte ou a vida: do coração, da língua e da mão”. No coração cuja adesão é simbolizada ao bem ou ao mal; na língua, a expressão em palavras que é imprescindível à comunicação entre os homens e na mão, a ação concreta da doação generosa e farta às necessidades dos menos favorecidos.

Para nossa felicidade, nós que somos ardorosos devotos deste grande Santo, nosso amado Papa Francisco, acaba de instituir no trigésimo terceiro domingo do tempo comum, o Dia Mundial dos Pobres (que neste ano de 2018 acontecerá em 18/11/2018), e, assim valorizar e marcar mais ainda a vida deste Homem-Santo de Padova com toda dedicação e respeito que ele demonstrou em sua curta, mas generosa vida, alertando e chamando à ordem, a grande responsabilidade da consciência de todos os homens de fé, respeitáveis, conscientes e justos na atenção e assistência física e espiritual a todo necessitado menos provido de condição material, e, neste momento aplicar a generosidade do gesto doando com justiça, desprendimento e bondade conforme as necessidades e não com migalhas e mesquinhez que absolutamente não resolvem o problema nem suprem sua miséria, pois com esse gesto generoso jamais faria falta àquele que doou libertando-o do seu medo, egoísmo e sua avareza.

Doar a fim de satisfazer e suprir as necessidades com muita compaixão, compreensão e respeito, lembrando que a condição do pobre precisa de apoio e encorajamento para sair da sua penúria, do descaso, do desanimo e da tristeza do desamparo e solidão de dignidade em que vive, para poder caminhar com segurança e liberdade com seus próprios pés.

“Não amar só com palavras, mas com obras”, disse nosso papa Francisco, e isso significa amar lutando contra todas as pobrezas que existam, quer sejam espirituais e materiais, e, para isso nada melhor do que lembrar e ressaltar a figura e santidade de Antonio de Pádua, um homem que se fez Santo entregando sua vida às causas do bem, da verdade e do verdadeiro amor ao próximo!

(M. Helena Corazza é escritora e ex-presidente da Academia Piracicabana de Letras).