Parlamento Aberto expõe desafios de colocar teoria em prática

Bate-papo com alunos da FGV expôs o desafio de colocar em prática a transparência e controle social (Foto: Leandro Trajano)

A experiência do programa Parlamento Aberto, desenvolvido na Câmara de Vereadores de Piracicaba desde o ano passado, foi apresentada, na tarde de ontem, a estudantes da disciplina Governo Aberto, ministrada pelo Instituto Governo Aberto no curso de graduação em Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo. O bate-papo expôs o desafio de colocar em prática propostas de transparência e controle social.

“Tivemos uma demanda para melhorar a imagem da Casa perante a cidade e encontramos no Parlamento Aberto o caminho para estabelecer uma relação de maior confiança, criando uma nova maneira de nos comunicarmos”, explicou Valéria Rodrigues, diretora do Departamento de Comunicação.

Demanda do Observatório Cidadão de Piracicaba, a melhora da comunicação e a abertura maior do Legislativo piracicabano são resposta a um período de crise institucional, por conta da pressão constante da sociedade. Instituído oficialmente neste ano, com a aprovação do projeto de resolução 4/2019, as ações foram sendo desenvolvidas gradativamente, sempre com o apoio da Mesa Diretora, disposição das diretorias e o corpo técnico de servidores.

“Inicialmente, fizemos consulta pública para entender melhor o que poderia ser feito para melhorar a comunicação e, depois de compiladas essas informações, passamos a aplicar”, relatou Valéria, ao citar como exemplo a mudança do site da Câmara, que passou a ser responsivo para aparelhos de smartphones.

Ela também citou as séries de vídeos para explicar o funcionamento da Casa, a criação de perfil em redes sociais, palestras realizadas em escolas públicas em parceria com a Diretoria de Ensino e, ainda, a constituição de novos projetos a partir do Parlamento Aberto: o Câmara Inclusiva, já em desenvolvimento, e o “Vai À Escola”, que está em processo interno de formulação.

O presidente da Câmara, Gilmar Rotta (MDB), destacou que a Câmara percebeu a mudança da sociedade e se adequou às novas demandas. “Somos apenas instrumentos desta nova era de relação entre o poder público e a cidade”, disse o parlamentar. Ele elogiou a postura dos diretores da Casa e dos servidores, “sem os quais tudo isso seria impossível acontecer”, avaliou.

A professora Vanessa Menegueti disse que saiu “ainda mais convicta” de que a ampliação da transparência e do controle social são o caminho da gestão pública. “A gente ficou muito feliz de estar aqui, conhecer vocês de perto e ver as pessoas responsáveis por este trabalho”, disse. “O Governo Aberto não é um ponto de chegada, por isso devemos caminhar cada vez mais no sentido da abertura de informação à população, levando sempre conhecimento.”

Também professora, Laila Bellix avaliou a visita como “transformadora”. “Ficamos ainda mais apaixonadas pelo tema porque pudemos ver resultados concretos”, disse, ao lembra que já conhecia a experiência em Piracicaba.

Estudante do quarto semestre, Eduardo Camargo Duarte destacou que a apresentação demonstrou o desafio de colocar a teoria em prática. “A proposta do Parlamento Aberto é muito boa, a gente consegue ver um planejamento que, de fato, tenta trazer a população para dentro da política. Isso motiva bastante porque tira a ideia de que ‘não dá para colocar na prática’”, disse.

A recepção dos alunos também contou com a participação dos diretores Filipe Vieira (Assuntos Jurídicos), Fábio Dionisio (Assuntos Legislativos), Bruno Oliveira (Documentação e Transparência) e Mauro Rontani (Administração).

Da Redação