Pauliceia tem o primeiro homicídio do ano na cidade

O desempregado Wellington Rodrigo da Silva, 24 anos, foi assassinado com dois tiros no abdômen e na mão, na madrugada do último sábado (3). Ele chegou a ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) até a HFC (Hospital Fornecedores de Cana), mas não resistiu. Foi o primeiro caso de homicídio registrado este ano na cidade. Em 2017, Piracicaba registrou 17 casos de homicídio, segundo estatística da SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública).
 
Por volta das 2h30 da madrugada, uma equipe da PM foi acionada a comparecer na travessa Esplanada, no bairro Pauliceia, onde inicialmente iria atender uma ocorrência de tentativa de homicídio, pois a vítima havia sido socorrida pelo Samu. Os policiais militares preservaram o local até a realização da perícia realizada pelo IC (Instituto de Criminalística).
 
Os policiais apuraram que a vítima estava caída na travessa Espanada. Apesar de consciente, a vítima não conseguiu informar as circunstâncias do ocorrido e nem quem seriam os agressores.
 
Silva recebia atendimento no hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O boletim de ocorrência foi registrado como homicídio pelo plantão policial.
 
Durante outra situação distinta, um ajudante geral de 27 anos foi atingido na mão e no abdômen, enquanto caminhava no Jardim Itapuá. Ele foi levado pelo Samu até a Santa Casa, onde permanecia internado até a tarde de ontem.
 
Segundo a PM, por volta das 22h30 a vítima caminhava pela rua Promissão, quando teria sido abordado por três ocupantes de um veículo branco, cujo modelo e placas não foram informadas pelas testemunhas. Um deles, que portava uma arma, deu dois tiros em direção ao rapaz. Em seguida, eles fugiram. Ninguém foi preso.
 
 
FEMINICÍDIO — Em 16 de janeiro, um pedreiro de 57 anos foi preso após ser acusado de matar a esposa Maria de Lourdes de Oliveira Araújo, de 56 anos, com golpes de martelo e de cravar uma chave de fenda no pescoço da vítima. No entanto, a ocorrência não foi registrada como homicídio, mas sim feminicídio, ou seja, crime de ódio baseado no gênero, definido como o assassinato de mulheres.
 
Na época, as guardas civis Bianchi e Renata C. foram acionados para acompanhar o atendimento do Samu na rua dos Carvalhos, no Bosques do Lenheiro. “Chegamos e os familiares já mostraram a vítima e alertaram que o suspeito estava na casa”, disse GC Bianchi, na ocasião.
 
O suspeito foi localizado na cozinha e todo defecado. O homem foi atendido pelo Samu e levado para a Unidade de Pronto Atendimento da Vila Rezende. “Ele foi atendido, medicado e liberado no final da manhã, quando foi ratificado a sua prisão em flagrante na Delegacia de Defesa da Mulher. Antes dele ser encarcerado, novamente passou mal devido aos remédios que tomou e precisou retornar a UPA, onde segue em observação sob escolta da Polícia Militar”, informou o guarda.