PCJ discute Plano Diretor Florestal em Piracicaba

Tendo como pauta o plano de monitoramento hidrológico e de recomposição florestal e a definição de estratégias para implementação do Plano Diretor Florestal das Bacias PCJ, Piracicaba recebe nesta terça-feira (6) a terceira reunião pública promovida pela Agência das Bacias PCJ e Comitês PCJ, com apoio do Grupo de Acompanhamento das Câmaras Técnicas de Proteção e Conservação dos Recursos Naturais (CT-RN) e de Uso e Conservação da Água no Meio Rural (CT-Rural). O evento acontece das 8h30 às 13h, no anfiteatro Departamento de Ciências Florestais da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura ‘Luiz de Queiroz).
 
Na pauta serão debatidos especificamente o plano de monitoramento hidrológico e de recomposição florestal e a definição de estratégias para implementação do Plano Diretor Florestal das Bacias PCJ.
 
Patrícia Barufaldi, diretora técnica da Agência PCJ, lembrou que os dois temas fazem parte do terceiro e último relatório da revisão do plano diretor, cuja execução técnica vem sendo desenvolvida desde o primeiro semestre de 2017, pela Irrigart, empresa vencedora da licitação realizada pelo órgão.
 
O relatório 3 e demais documentos técnicos estão disponíveis para leitura prévia na internet (https://goo.gl/GjKS55). “Este é o momento mais do que importante de participação, pois definirá as ações e estratégias para implementação deste Plano Florestal, que irá subsidiar a elaboração do caderno temático sobre reflorestamento, previsto na revisão do Plano das Bacias PCJ, onde as ações futuras e passíveis de serem financiadas serão elencadas”, declarou Patricia.
 
Ela lembrou que esta é a etapa final do processo e ressaltou que a participação dos membros das Câmaras Técnicas dos Comitês PCJ e da sociedade civil, por meio das reuniões públicas, tem como objetivo legitimar a construção deste plano de forma democrática e participativa. “É importante que a sociedade participe ativamente destas discussões, pois é a partir daqui que definimos estratégias e ações efetivas para melhoria da reserva e preservação natural da água”, disse.
 
Patrícia informou que já existe edital aberto até maio para receber projetos das cidades interessadas em apoiar o plano diretor, com isso saberemos a demanda de quanto será investido a curto, médio e longo prazo. “Para o período de 2017 a 2020, cerca de R$ 13 milhões foram disponibilizados para ações em nossa região por meio da cobrança federal da água, que são ações de curto prazo. Agora precisamos traçar as metas para os períodos de 2021 a 2024 (médio prazo) e 2025 a 2028 (longo prazo) também deverão ter aporte médio de R$ 10 milhões. Por isso a participação de todos é importante”, concluiu a diretora técnica da Agência PCJ.