Pela 2ª vez, Câmara recebe pedido de impeachment

vereadores Brito protocola pedido na Câmara de Vereadores. ( Foto: Claudinho Coradini/JP)

O comerciante Edvaldo Brito protocolou ontem na Câmara de Vereadores de Piracicaba, pedido de impeachment contra Barjas Negri (PSDB). Esta é segunda vez, em três meses, que ele apresenta a denúncia com pedido de cassação de mandato do prefeito. Em agosto, o Departamento Jurídico da Casa rejeitou e determinou o arquivamento do documento com a justificativa de que a denúncia só poderia ser apresentada pela Mesa Diretora ou por partido político representado na Câmara de Vereadores, com exposição de fatos e indicação das provas. Apesar de Brito ter alegado que fez o pedido enquanto cidadão e não como presidente do PRB na época, a solicitação foi arquivada.

Candidato a deputado estadual nas últimas eleições, Brito, aguardou o fim do processo eleitoral e seguiu o apontamento do advogado da Câmara, se filiando ao PR (Partido da República) do vereador Laércio Trevisan Júnior e reapresentou o documento “sem alterações e com a mesma redação”, conforme frisou. “O presidente não pode pedir parecer jurídico desta vez porque esse pedido já foi apreciado. Havia mais um processo do TCE (Tribunal de Contas do Estado) para eu acrescentar, mas não fiz isso para não alterar o documento”, afirmou.

A expectativa de Brito é de que o documento seja submetido ao plenário na próxima sessão ordinária, que será na quinta-feira (22) devido os feriados do dia 15 e 20. “Como estou protocolando no final do dia de hoje (ontem) terá de ficar para a próxima sessão”, afirmou. O comerciante usou a tribuna na sessão de ontem.

BLOQUEIO — Segundo Brito, o prefeito responde a inúmeros processos por improbidade administrativa com condenação pelo TJ (Tribunal de Justiça) além de ter três pedidos de bloqueios de bens já em segunda instância. No documento, o comerciante argumenta que o prefeito já foi condenado em 2ª instância pelo TJ por improbidade administrativa.

O autor do pedido de impeachment disse que “o prefeito está acostumado a responder processos por onde passa” e citou a CPI (Comissão Processante de Inquérito) dos Sanguessugas na qual Barjas foi ouvido enquanto ex-ministro da Saúde, em 2006. Ele foi questionado sobre denúncias relacionadas à atuação da máfia das ambulâncias quando ocupou a pasta da Saúde, no Governo do também tucano Fernando Henrique Cardoso.

Por meio da assessoria de imprensa, o prefeito Barjas Negri, informou que “isso já era de se esperar”. “Ele, Edvaldo Brito tem muito a justificar para seus poucos eleitores, visto a votação obtida nas últimas eleições”, traz trecho da nota.

(Beto Silva)