Pela 3ª vez, creche no Jardim Gilda é alvo de vandalismo

escola As 196 crianças de 0 a 5 anos ficaram sem aulas ontem.( Foto: Amanda Vieira /JP)

A creche municipal Anna Maria Fontabelli Avanzi, localizada no Jardim Gilda, foi invadida por vândalos neste fim de semana. Esta é a terceira vez no ano que a unidade, que atende 196 crianças de zero a 5 anos, precisa interditar o prédio e cancelar o atendimento devido ao vandalismo. Dessa vez, os vândalos quebraram o vidro de uma porta e danificaram a fechadura para entrar na escola. Danificaram parte da instalação elétrica, destruíram cinco colchonetes e trabalhos de uma exposição realizada pelas crianças no primeiro semestre. Extintores de incêndio foram acionados e o pó químico ficou espalhado pela escola.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, o prejuízo ainda não foi computado, no entanto, “a informação é a de que os maiores prejudicados são as famílias que dependem desse espaço”, diz a nota. “É um absurdo o que fazem com nossa escola. Não é a primeira vez que a escola é invadida. Eles pulam o muro da unidade e quebram tudo e nós, que pagamos nossos impostos, somos os mais prejudicados. Muitos tiveram que perder um dia de trabalho por não ter onde deixar as crianças”, disse Regina Silva, 45.

No dia 18 de agosto deste ano, o Jornal de Piracicaba publicou matéria mostrando que a creche Professora Ruth Vilaça Correia Leite Cardoso, no Cantagalo, havia sido invadida duas vezes em menos de 24 horas, segundo moradores, depois que a prefeitura retirou o serviço de vigia.

Em janeiro deste ano, a pasta informou que pelo menos cinco escolas da rede municipal de ensino haviam sido alvos de furtos e vandalismo. “Quando há depredação e furtos nesses locais, quem sai mais prejudicada é a família que mora no bairro e depende da escola municipal para o pai e a mãe poder trabalhar”, trouxe nota da pasta, na época.

Geralmente os invasores escalam alambrados, pulam muro, arrombam fechaduras e cadeados. Neste ano, vândalos abriram um buraco no muro para entrar na EMEIF (Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental) Professora Olívia Caprânico, no bairro Mário Dedini.

Os casos, segundo a Secretaria de Educação, foram registrados em boletim de ocorrência para serem investigados pela Polícia Civil. Em nota, informou que a prefeitura investe na construção e qualificação dos profissionais da rede, mas que a comunidade também tem o papel de auxiliar, observar e denunciar à polícia qualquer atitude suspeita.

(Fernanda Moraes)