Pequena recuperação

O título deste editorial também poderia ser cenário muito ruim. Isso se levarmos em conta a declaração do presidente da Acipi (Associação Comercial Industrial de Piracicaba), Paulo Checoli, na interpretação sobre o balanço anual do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho.
 
Pelas estatísticas, é a primeira vez, nos últimos três anos, que Piracicaba não perdeu vagas no mercado de trabalho, cenário esse que vai na contramão do Estado de São Paulo, de saldo negativo.
 
Alguns serão rápidos no gatilho: “Piracicaba é referência no Estado”, “a nossa cidade sempre despontou no país”, etc, etc.
Então, fica a pergunta: há motivos para comemorar? 
 
A declaração do economista da Unimep, o professor Francisco Crócomo, dá o tom: “não foi as mil maravilhas”!
 
Ao fazer uma leitura dos dados do ano passado, a repórter Claudete Campos, que assina a reportagem escolhida como manchete deste sábado, constatou que a indústria da transformação foi a fiel da balança na economia local em 2017, motivada pela alta das exportações. Tendência essa que também se mostrou promissora na indústria de máquinas, como já mostrou o <BF>Jornal de Piracicaba<XB> em dezembro, ao destacar que a Caterpillar, 10ª principal empresa exportadora do Brasil, contribuiu diretamente para o saldo da balança comercial de Piracicaba no ano passado.
 
Segundo o Ministério do Trabalho, 2017 fechou com estabilidade e confirmou tendência de recuperação do emprego formal. Mesmo em ano de Copa do Mundo e eleição presidencial, o otimismo continua sendo a tônica para 2018. E, pelo que sinalizou a diretoria-regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em reportagens já publicadas neste Jornal, a indústria da transformação deverá novamente fazer a diferença.