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Em busca da visão positiva, André Zem aponta saídas para a crise no Brasil
Danielle Gaioto
09/11/2015 15h38
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Ter foco, planejamento e ação são estratégias essenciais para driblar a crise econômica e alcançar bons resultados, defende o empresário piracicabano, coach, personal e palestrante André Zem.

Ele aponta que os líderes devem estar cada vez mais próximos de seus profissionais e reforça que funcionários trabalham mais felizes em um ambiente de trabalho feliz.

“Temos que ter uma visão positiva. É difícil? Não, é desafiador. Eu vou tentar? Não. Eu quero, eu posso, eu vou conseguir.”

Zem integra a série de entrevistas especiais do Jornal de Piracicaba com profissionais e autoridades a respeito da crise e seus reflexos na cidade.

O país passa por uma crise político-econômica prolongada. Como não se deixar abater pelo pessimismo deste período? Eu não posso negar a crise, mas a maior das crises é a crise mental. Todas essas notícias ruins permeiam a cabeça da pessoa, ela fica aniquilada, não consegue sair e eu percebo que é aí que a coisa fica um pouco mais difícil. Quando a gente fala de motivação, e o que é motivação, são motivos para uma ação... E todos nós temos motivos de ordem física, espiritual, profissional, emocional, familiar e financeira, então você tem os seus motivos dentre as áreas da sua vida para poder sair (desse pessimismo). O segredo está na automotivação. Nenhum líder gosta de ficar soprando profissional, ele tem que sair de casa feliz. Eu brinco que acordo três vezes por noite para dar aquela gargalhada, eu estou dando risada até em ponto de ônibus, e quando as pessoas me perguntam como estão as empresas eu digo que estão cada vez melhor. Procuro me entusiasmar com coisas boas, com práticas de leitura que me coloquem para cima e o que eu tenho hoje para sugerir para as pessoas que estão passando por dificuldades, ou que estão vendendo menos, ou por alguma outra dificuldade na vida, que a gente tem como sair de tudo isso, só que a gente precisa ter foco.

E como podemos alcançar isso? A gente espalha nosso foco e não dá atenção para o nosso objetivo final. Todo mundo tem que ter um objetivo final e é preciso segmentar esse objetivo em minimetas, criar uma estratégia para conseguir chegar ao primeiro pilar. Em geral, deixamos o objetivo muito solto, a pessoa sabota o próprio sonho, não está trabalhando o objetivo, ele fica solto, superestimado. Não podemos superestimar as metas. Quando o objetivo está muito longe, as pessoas tendem a jogar a toalha. E tem de ter uma boa estratégia, que é uma ação, um caminho melhor a ser elaborado, para conseguir o primeiro pilar.

Como os empresários podem motivar seus funcionários? Costumo dizer que o líder é fundamental para gerir os comportamentos. O líder tem que saber que nenhuma pessoa é igual a outra e uma das coisas que costumo dizer é que ele tem corrigir (os profissionais) em particular e motivar em público. O líder tem que conhecer seus liderados. Conhecendo, ele tem que saber no semblante da pessoa o que a motiva, o que está acontecendo em sua empresa. Os líderes hoje falam muito pouco com os funcionários, eles estão muito longe, não têm proximidade. Líder tem que conversar, tem que ouvir, ainda mais neste momento. Esses profissionais têm respostas, tem a solução.

Estar próximo e ouvir os colaboradores são palavras de ordem então... O líder ouvindo passa a achar as respostas para fazer um plano de metas, para treinar, para descobrir os anseios de cada um, para poder agir diante disso. Conversando, ele saberá como agir, poderá implantar novas estratégias porque sabe o que está acontecendo. Ele não precisa gastar mais que seus concorrentes, mas ele precisa pensar mais que seus concorrentes. Um líder tem que ouvir, tem que estar perto dos funcionários. Uma dica muito boa é a proximidade, ele tem que estar neste momento de crise mais perto ainda. É importante que a liderança esteja em constante diálogo com a equipe. Os funcionários trabalham mais felizes em um ambiente de trabalho mais feliz, eles se deixam abater menos. Embora esteja acontecendo (a crise), a gente tem que ter uma visão positiva. É difícil? Não. É desafiador. Eu vou tentar? Não. Eu quero, eu posso, eu vou conseguir. A maior habilidade do líder é desenvolver qualidades extraordinárias em pessoas comuns, é dar a mão e saber puxar, só não vale carregar.

E quando a equipe está motivada, a empresa está “pronta”, mas as vendas não acontecem? A cada dez empresas, eu digo que nove não estão prontas, ela vai ter alguma deficiência em alguma área, seja comportamental ou em seu líder, em sua política de salários, de comissões, o funcionário vai estar desmotivado por algum acontecimento que a empresa vai deixando passar e vai ficando aquela carga pesada. Na minha carreira, inaugurei mais de 30 lojas, atendi muitas empresas em consultoria. E qual o segredo de chegar e mudar a venda das empresas? Eu levava motivação, melhorava o ambiente de trabalho. Há uma incoerência entre o discurso do líder da empresa, do dono, e entre a prática efetiva. Quando eu chegava e ele dizia que a empresa era maravilhosa, eu pedia para falar com os funcionários. E eu descobria inúmeras coisas que não eram nada do que ele pensava. E aí aplicando as sessões de coach nos profissionais, que confiavam para se abrir comigo, eu levava de uma forma mais aberta a solução.

Divulgar é parte fundamental? Tem empresa que tem a campanha, está preparada, mas que não anuncia, não acredita no poder da comunicação. Eu sempre acreditei no poder da mídia, só que tem que fazer a campanha certa, para o público certo, as pessoas não sabem desenvolver uma boa campanha. O cliente te acompanha, a mídia é um poder muito grande e os empresários não sabem usar o poder da mídia. Quando eles compram certo anúncio, eles não sabem criar uma ótima campanha de vendas. Você tem que pensar mais, olhar seus produtos, olhar um fornecedor e comprar com preço melhor para destinar um produto com preço melhor na mídia. Isso vai trazer o consumidor, que também vai comprar outras coisas na empresa.

Quando você acredita que a crise brasileira vai passar? O mercado continua consumindo, mas o trabalho está três vezes maior. O trabalho de estar junto com o cliente no horário marcado, o trabalho de receber esses clientes com alegria, fazendo muito mais por ele, trabalhando com preços justos, uma empresa que está trabalhando assim vai sair muito mais rápido da crise, ela pode até não ter entrado. Esse pessimismo do mercado existe para quem está acreditando. Se você acredita, a crise pode estar dentro de sua empresa. Porque quando você acredita, seu cérebro responde “assim será”. Eu não nego a crise, mas trabalho muito mais com os meus profissionais mais próximos dos meus clientes, ouvindo, entendendo o mercado muito mais, criando campanhas, indo atrás do meu fornecedor, pegando produtos-chave para poder formular campanhas para o mercado. O cliente continua consumindo. Ele jantava todo fim de semana, hoje não janta todo fim de semana mais, mas continua jantando duas vezes. A opção de escolher onde ele vai continuar jantando depende do que sua empresa pode fazer por ele.

Quer dizer que em tempos de economia desaquecida é preciso agir muito mais também... Sim, e os líderes, gerentes, empresários têm que pensar muito mais. Tem que desenvolver os profissionais que ele já tem, saber o melhor momento para abordar o cliente, formular uma boa campanha e anunciar mais. Eu sou um profissional que ama publicidade e se eu posso sugerir algo para uma empresa é que ela faça uma publicidade, porque uma boa publicidade consegue movimentar qualquer empresa. Só que o que acontece hoje é que eles investem um pouco de dinheiro e esperam grande retorno, ou seja, eles querem entrar na piscina molhando o pé e a canela para ver se a água está gelada. Em mídia você tem que pular de corpo inteiro. Tem que saber que você fez o melhor, ouviu seus profissionais, chamou seus fornecedores, criou uma bela de uma campanha, motivar seus funcionários, eles estão cientes do que vai ser anunciado, e fazer a coisa certa e bem feita. Você não tem opção de errar. Pensando assim, com certeza sua empresa vai ter sucesso.

 
 
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