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Médico aposta na saúde, educação e segurança
Da redação
16/11/2016 14h10
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Após a experiência em assumir uma cadeira como suplente do PPS na Câmara em 2014, por cerca de 60 dias, o médico Paulo Serra, 53, voltará à Casa em 2017, desta vez exercendo mandato próprio, para o qual foi eleito com 2.015 votos.

Médico há 26 anos, especialista em clínica médica e cardiologia clínica, Serra nasceu em Campinas, morou no Rio de Janeiro, onde iniciou os estudos em medicina, e está em Piracicaba há mais de 20 anos. Ele acredita ser possível ter uma postura isenta no Legislativo. O gosto pela política vem de família, já que o avô foi prefeito da cidade de Corumbá (MS). Para o médico, os políticos deveriam receber apenas ajuda de custo, para que não seja a remuneração o principal fator de atração para se eleger. Contra o pensamento de “carreira” na política, demonstrou vontade de contribuir com a melhoria da cidade, enquanto parlamentar.

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(Foto: Claudinho Coradini/JP)

Por que o desejo de entrar na carreira política?

Na realidade não me vejo entrando numa “carreira” política e sim para a “vida” política, pois a palavra “carreira” soa como profissão e eu não concordo com esse conceito. Antes de ser profissão tem que ser por um propósito, um ideal, sem intenções e necessidades financeiras. Esse desejo pela vida política vem de algum tempo atrás, pela profissão que escolhi. Em mim já estava o desejo de ajudar pessoas e percebi que poderia fazer mais, ajudar em vários aspectos. Por meio da política e dentro dessa visão, pretendo facilitar e melhorar a qualidade de vida da população, elaborando leis municipais e propondo projetos para que possam viver melhor e com dignidade.

Como se sente tendo sido eleito para ocupar uma cadeira na Câmara de Vereadores?

Realizado, com certeza, pois é uma imensa satisfação poder representar a nossa população nessa Casa de Leis. Aproveito o ensejo para agradecer os 2.015 votos de confiança em mim depositados, os quais honrarei durante meus quatro anos de mandato.

O senhor já se candidatou quantas outras vezes?

Eu participei das últimas três eleições municipais. Na segunda campanha fiquei como suplente do meu partido e assumi uma cadeira na câmara dos vereadores por 58 dias, onde adquiri um período de experiência no Legislativo. Já na terceira e última eleição, perante o quadro da atual situação de nosso país, fiquei mais motivado para me candidatar e, assim, com muito empenho e com uma equipe competente, com os mesmos ideais, organizada e experiente, chegamos a vitória.

Levando em conta o cenário político e econômico atual, o que pensa sobre poder estar por quatro anos como legislador da cidade?

Acredito que nessas eleições os votos não foram apenas de confiança e sim de esperança, devido a esse atual cenário político e econômico do nosso país. Dentro da esfera política estão deturpadas as funções que nos cabem. Temos que respeitar os votos recebidos, fazendo o que nos compete e foi confiado: trabalhar em prol da população. Portanto, vou legislar não apenas para um grupo, uma classe, um interesse, mas sim pensando no coletivo, na população, pois essa é a também função de um vereador.

O fato de pertencer a um segmento da sociedade, neste caso, representando a classe médica, pode ter o auxiliado na obtenção de votos?

Na situação atual do país, não 100%, pois a população quer renovar também. Além da credibilidade e responsabilidade que a profissão de médico requer, sabemos que a base para a funcionalidade de uma cidade são: saúde, educação e segurança. Estas são questões de suma importância para o andamento de todos os outros segmentos. Portanto, dentro desses pontos de vista, auxiliou.

Que estratégia usou para essa campanha?

Planejamento. A ajuda de uma equipe competente, bem estruturada, foi de grande importância, além disso, utilizei dos recursos de mídias legais, fui para as ruas para conversar, trocar ideias e mostrar a minha proposta de trabalho.

Como o senhor avalia o trabalho de um vereador hoje?

O vereador é um agente político, fazemos parte do poder Legislativo, nossa função mais importante é a de ser representante do povo, onde o interesse da coletividade é o objeto de análise dos vereadores. Ainda elaboramos projetos de leis para o município em prol da qualidade de vida da população em geral. Também somos responsáveis pela fiscalização das ações tomadas pelo poder Executivo, onde nos cabe acompanhar a administração municipal, para o cumprimento da lei e da boa aplicação e gestão do erário.

Quais projetos e ações tem em mente para atuação como vereador?

Pretendo atuar nas áreas da saúde, educação, transporte e segurança.

Como pretende conciliar o tempo dedicado à medicina com a vida legislativa?

As reuniões da Câmara acorrem as segundas e quintas-feiras à noite. Durante o dia irei conciliar os horários do consultório com o do gabinete.

Na última legislatura o salário dos vereadores e prefeito, para esta próxima, permaneceu congelado. O vencimento dos políticos é sempre uma discussão polêmica. O que o senhor acha do salário atual dos vereadores?

Acho que nesse atual cenário onde muitas pessoas pensam em fazer da política profissão, os vereadores deveriam receber apenas uma ajuda de custo, referente ao tempo exercido, sem aposentadorias e sem mordomias. Além do mais, é permitido manter e conciliar com o emprego que cada vereador já possui, assim, provavelmente quem legislasse, teria apenas como interesse a politica e não salário.

O que pensa da participação popular nas decisões legislativas? Como trabalhar isso?

A participação popular é de suma importância pois é por meio da população que iremos detectar os principais problemas de cada setor e região.

Seu gabinete já está montado? Quais critérios o senhor utilizou ou utilizará para escolher sua equipe?

Quase completo. Os critérios utilizados: comprometimento, caráter, responsabilidade, lealdade e competência.

Acha que o fato de ser da base aliada do prefeito eleito pode refletir de alguma forma no seu mandato? O que pensa a respeito?

O fato de fazer parte da base aliada, poderá facilitar em alguns aspectos sim, mas não irá modificar os meus ideais. Estarei sempre disposto a apoiar o nosso prefeito, mas não estarei impedido de cumprir antes com minhas responsabilidades, que é a de ser o representante do povo em primeiro lugar.

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Como pretende desempenhar seu papel de fiscalizar o poder Executivo?

Acompanhando o seu andamento e desenvolvimento, intervindo se necessário.

Há alguma área ou setor em que pretende atuar mais?

Principalmente nas áreas de saúde e educação. Pois são as bases para tudo. Um povo doente não consegue produzir e gera despesas. Um povo sem educação não tem perspectiva nenhuma.

Nesta legislatura mesmo, o senhor assumiu um período como suplente do PPS. Acha que essa experiência pode auxiliá-lo a iniciar num mandato próprio? De que forma?

De fato, nesta legislatura assumi por 58 dias como suplente do PPS, foram poucos dias, mas, com certeza, me auxiliará muito pela experiência adquirida.

O que pode trazer de sua experiência de vida para o trabalho com o povo?

Durante minha vida trabalhei em vários setores da área médica (inclusive pública) e como empresário. Graças a Deus fui e sou bem-sucedido nas duas e em meu mandato irei usar toda essa experiência acumulada como gestor e médico a favor da população.

 
 
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Comentários

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    Antonio Carlos Castelli - 17/11/2016 10h04
    Ainda bem que parte do povo soube escolher escolheu um homem dignino,honesto, copetente, profissinalista bem sicedido na sociedade, não ous outro vagabundo que la estão cambada de ladrão,só pensa no salário e nada mais