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Vereador eleito luta por justiça
Da redação
04/11/2016 11h22
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O terceiro dos novos vereadores que integra a série de entrevistas publicadas na Revista Arraso semanal é Jonson Sarapu de Oliveira, o Maestro Jonson (PSDB). Eleito com 2.457 votos, o comerciante iniciará sua primeira experiência dentro da Casa de Leis, embora já tenha ligação com a política partidária.

Aos 44 anos, Jonson também é músico e chamado “maestro” pelo trabalho que realiza em projeto social do qual é idealizador. Trata-se do Música para Todos, que oferece ensinamento musical gratuito a jovens de dez a 20 anos, matriculados na rede pública de ensino. São oferecidos cursos para de diversos instrumentos, além de canto coral.

Aos 22 anos de idade, Oliveira coordenou a campanha do pai — o ex-vereador João Leite (PTB), que atuou na legislatura 1997-2000 —, além de ser secretário de partido e líder comunitário. Jonson é também membro da Igreja Assembleia de Deus em Piracicaba, onde, desde os 16 anos de idade, trabalha no departamento de música como professor e regente do coral. Sua expectativa para os quatro anos que terá pela frente na Câmara é de trabalhar para que haja “uma cidade mais justa para as pessoas que mais precisam do poder público”.

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O senhor já se candidatou outras vezes. Quantas? O que o motivou a querer ser vereador?

Sim, fui candidato a vereador em 2012 pelo Partido Progressista obtendo 1.045 votos. Minha maior motivação de ingressar na política foi o sentimento de justiça. Como cidadão, me revolto vendo pessoas injustiçadas todos os dias nesse país e os direitos fundamentais contidos na Constituição para muitos ainda é algo distante. A tão desejada inclusão social continua a desejar e, nesse contexto, Piracicaba tem muito que avançar.

Qual o sentimento de ter sido eleito para uma cadeira na Câmara de Vereadores?

Como piracicabano e apaixonado pela nossa Noiva da Colina, representar minha cidade na Câmara é uma honra e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade já que falamos de umas das maiores cidades do Brasil com quase 400 mil habitantes e orçamento de R$ 1,6 bilhão. Outro desafio será fiscalizar legislar e ajudar o próximo prefeito a administrar uma cidade com muitas demandas em um cenário conturbado na política e na economia do país, porém, estou confiante para essa nova Câmara.

O senhor acha que os próximos quatro anos podem ser de mudanças, de alguma forma, na política em geral? O que pensa sobre poder contribui para a cidade?

Acredito que estamos vivendo um momento de profunda transformação na relação do povo com os políticos nas três esferas de governos no Brasil, em especial nos últimos cinco anos. Os grandes protestos marcaram uma nova era em nossa sociedade, motivando a Justiça, Ministério Público e demais instituições a promover uma onda de moralização na Administração Pública do país. Em Piracicaba não é diferente, nessas eleições tivemos quase 50% de renovação da Câmara. Como vereador estarei fiscalizando e trabalhando para boa gestão dos recursos públicos, pelo aprimoramento do portal transparência, orçamento participativo, entre outras mudanças que deverão acontecer na cidade nos próximos anos.

O senhor representa algum segmento ou comunidade?

Não, tive apoio de pessoas em vários segmentos: comércio, Igreja, músicos, amigos, etc... Por isso me considero vereador do povo de Piracicaba.

O fato de pertencer ao segmento evangélico pode ter o auxiliado na obtenção de votos? Como foi realizada a sua campanha?

Acho que sim, até porque nasci na igreja bem como toda minha família e temos muitos amigos lá. Essa foi uma campanha mais difícil que as outras por conta do descrédito da classe política, falta de recursos dos partidos e limitações de publicidade devido a nova lei eleitoral, porém, usamos mais as redes sociais, visitas e reuniões nas residências para apresentar nossos projetos. A regra dos “3 S” (“sola de sapato, suor e saliva”) valeu mais que nas outras campanhas.

O que usou de estratégia para essa campanha que possa ter sido diferente das outras?

Acredito que os votos recebidos por um candidato em parte é resultado do trabalho, das relações e amizades. A partir dos 1.045 votos recebidos na minha primeira eleição, meu objetivo foi divulgar e discutir ideias e propostas para melhorar a vida das pessoas em nossa cidade. Durante os quatro anos que antecederam essa eleição, participei de vários encontros com amigos e famílias para ouvir sugestões e propor projetos.

Como o senhor avalia o trabalho de um vereador?

O papel do Legislativo é fundamental em qualquer sociedade para o bom funcionamento dos demais poderes, contribuindo para uma sociedade cada vez mais justa. Na esfera do município, o vereador tem por obrigação fiscalizar o Executivo, a atribuição de propor leis no município e auxiliar o prefeito na implantação de políticas públicas gerenciadas por programas governamentais, via PPA (Plano Plurianual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e LOA (Lei Orçamentária Anual), poder de emendar e a realização de audiências públicas. Por isso acho necessário e importante o trabalho do vereador.

O que pretende fazer enquanto legislador?

Além das atribuições do cargo, tenho algumas linhas de prioridades e atuação como projetos na área de educação e inclusão social para crianças e jovens, defesa do meio ambiente e melhoria na segurança pública de Piracicaba.

Na última legislatura o salário dos vereadores e prefeito, para esta próxima, permaneceu congelado. O vencimento dos políticos é sempre uma discussão polêmica. O que o senhor acha do salário atual dos vereadores?

Acho justo, já que o cargo exige um volume de trabalho, compromissos e responsabilidades, porém, o vereador deve fazer jus a esse salário. O que os contribuintes tem que analisar é o resultado do trabalho do vereador para sociedade e seu comprometimento com o povo que o elegeu e as atividades do vereador. Desde o custo de seu gabinete e sua atuação estão disponíveis no site da câmara municipal.

Seu gabinete já está montado? Quais critérios o senhor utilizou ou utilizará para escolher sua equipe de gabinete?

Já tenho duas pessoas nomeadas que trabalham comigo a alguns anos e os demais estou ainda analisando o melhor perfil. Os critérios de escolha se darão pela necessidade das demandas do gabinete como formação em Direito, conhecimentos em informática, razoável conhecimento na administração pública entre outros.

Acha que o fato de ser da base aliada do prefeito eleito pode refletir de alguma forma no seu mandato? O que pensa a respeito?

Devo meu mandato ao povo de Piracicaba que me elegeu e como todo bom político devemos sempre ouvir a voz das ruas. Partindo desse princípio estarei atuando em consonância com o prefeito Barjas Negri sempre com a finalidade de colaborar para boa gestão do município.

O senhor acha que é possível fazer com a que a população esteja mais próxima do trabalho da Câmara? De que forma?

Sim e depende exclusivamente de nós vereadores, meu mandado será pautado em ouvir sugestões e críticas, informar e divulgar o trabalho da Câmara, promover audiências, entre outras ações que motivem a participação popular.

Como pretende desempenhar seu papel de fiscalizador do poder Executivo?

O art. 31 da Constituição Federal determina a responsabilidade ao vereador de fiscalizar os atos e ações da administração pública no município. Para isso estarei usando os instrumentos constitucionais de direito como pedir informação via Câmara protocolando sempre que necessário, convocando secretários e autoridades da Prefeitura para comparecer pessoalmente a prestar esclarecimentos em comissões e reuniões, consciente que a fiscalização do vereador deve ser exercida com responsabilidade.

Há alguma área ou setor em que o senhor pretende atuar mais?

Sim, na educação de base nas escolas municipais e estaduais, apresentando projetos e parcerias junto a prefeitura e à iniciativa privada.

O que pode trazer de sua experiência de vida para o trabalho com o povo?

Como cristão, aprendi que tudo na vida é possível quando queremos. A minha história de vida tinha tudo para dar errado, venho de uma família pobre, somos seis irmãos homens e minha mãe nos criou sozinha. Aos oito anos de idade eu e meus irmãos trabalhávamos nas ruas de Santa Teresinha catando sucata e papel pra sobreviver. Fui Guarda Mirim, metalúrgico na Dedini, trabalhei durante seis anos no Japão até chegar aqui. Hoje meu desejo é contribuir pra uma Piracicaba cada vez melhor usando essa experiência de superação.

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(Foto: M.Germano/JP)

 
 
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