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Pelas ondas do rádio
Ana Rízia Caldeira
08/02/2017 13h48
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A rádio Educativa FM (105,9 MHz), existente há 29 anos na cidade, está com nova direção. O jornalista piracicabano Carlos Eduardo Luccas Castro está à frente da emissora desde o início do ano. Filho de Aparecida Inês Castro e do radialista Julio Galvão da Silva Castro, leva no DNA a paixão pelas ondas radiofônicas.

Casado com Tânia Regina Pansiera Castro há 28 anos, Castro tem dois filhos, Julia Pansiera Castro, 25, e Renan Pansiera Castro, 16, além de ser avô dos gêmeos Gabriel e Miguel, de um ano e seis meses. Caseiro nas horas de folga, reserva o tempo extra para brincar com os netos e estar com a família, além de realizar trabalhos voluntários junto à comunidade onde vive, na Paróquia São Francisco de Assis, no Jupiá. Castro iniciou a carreira aos 18 anos no Jornal de Piracicaba, local onde despertou a paixão pelo jornalismo.

Desde setembro de 2011, atua junto à prefeitura, onde já teve vários cargos e agora assume a presidência do Serviço de Tecnologias Educacionais da Secretaria Municipal de Educação, órgão responsável pela gestão da rádio Educativa FM. A rádio passou no primeiro dia de fevereiro a transmitir uma nova programação, com enfoque no jornalismo. Nesta entrevista, ele destaca as novidades e a história desta rádio que sempre esteve perto dos piracicabanos. 

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Quando começou na presidência da rádio? Foi realizado um convite para o cargo? Qual será o ponto central do seu trabalho à frente da rádio?

Assumi a presidência do Serviço de Tecnologias Educacionais da Secretaria Municipal de Educação, órgão que gere a rádio Educativa FM de Piracicaba, no início de 2017, por meio de um convite feito pelo prefeito Barjas Negri que, na oportunidade, me fez dois pedidos, que norteiam a minha gestão à frente da rádio. O primeiro pedido foi para que eu fortalecesse o jornalismo, que sempre foi uma marca na cidade e que, com o tempo, foi perdendo um pouco do seu destaque dentro da programação, e o segundo pedido é que eu fizesse de tudo para aproximar a rádio da população e a população da rádio, dando mais destaque aos personagens da cidade. Portanto, esses são os caminhos que estou trilhando dentro da gestão da rádio.

Qual o trabalho desempenhado antes do novo cargo?

Sempre fui um grande apaixonado por rádio, desde muito pequeno frequentei os corredores das rádios de Piracicaba, acompanhando meu pai que era radialista, e essa paixão influenciou, e muito, na escolha da minha profissão. Ainda no final do ensino médio (colegial em 1986) bati nas portas do Jornal de Piracicaba para pedir uma oportunidade de trabalho. Na época, fui contratado para trabalhar na revisão, depois de seis meses aprendi diagramação e fui trabalhar dentro da redação, onde passei 25 anos de minha vida. Me especializei na área de design gráfico e fui o responsável pelos projetos gráficos do JP durante todo esse período. Nessa convivência diária tive a oportunidade de trabalhar com os melhores profissionais da cidade, a redação do JP sempre foi uma grande escola. Em 2011, saí do JP e vim trabalhar na prefeitura, no início como editor de vídeo, depois como assessor e cheguei a Diretor do Centro de Comunicação Social da Prefeitura onde comandei a equipe de assessoria de prefeitura por dois anos. Paralelamente a isso, fiz algumas participações em rádios da cidade como plantonista esportivo e repórter de campo até que, em 2010, comandei o programa Onda na Madrugada por sete meses, da meia-noite às 4h, na rádio Onda Livre AM.

Para você, quais foram as maiores realizações da Educativa nos últimos anos?

A rádio, nesses quase 29 anos (serão completados em 7 de maio de 2017), construiu uma relação muito forte com a população da cidade e é essa relação que estou tentando resgatar. Nomes muito fortes do rádio e do jornalismo passaram por nossos microfones. Além da missão de levar cultura e educação a todos, por meio das ondas do rádio, essa missão é muito forte em nossa grade com programas de literatura, de história e de entretenimento, que procuram sempre levar informação ao ouvinte mesmo no seu momento de lazer. O grande legado que eu herdei ao receber a presidência da Educativa foi a equipe de trabalho, uma equipe dedicada, profissional e muito comprometida em fazer sempre o melhor para os ouvintes. E eu valorizo muito isso, afinal, sem essa equipe seria impossível pensar em qualquer projeto para a rádio.

Quais os principais desafios em administrar a instituição diante de uma crise econômica?

Somos uma emissora pública e educativa e isso nos dá benefícios e dificuldades na mesma proporção. O fato de não termos um departamento comercial é bom, pois a programação não tem interrupções e pode ter em sua programação o que as outras emissoras não usam por não ser comercialmente interessante e, ao mesmo tempo, dificulta, pois dependemos do orçamento municipal e nesse momento de crise os serviços não essenciais são os primeiros a sofrer cortes. Assim, trabalhamos com um orçamento bastante enxuto, mas suficiente para prestar um bom serviço à população.

Quais são os projetos que deseja desenvolver como presidente da rádio?

Já estão no ar dois novos programas de jornalismo e que mostram a direção para qual estamos caminhando. Das 7h30 às 9h, temos o Manhã Educativa, que é uma revista radiofônica com dicas, receitas, informação e muita prestação de serviço. É um jornal com uma linguagem mais leve e que pode aprofundar em determinados assuntos para esclarecer a população. Já no final da tarde, temos o Chamada Geral, das 18h às 19h, um jornal totalmente informativo com um resumo das principais notícias que foram destaque em Piracicaba, no Brasil e no Mundo. Esse jornal conta com o noticiário internacional produzido em Nova York pela Rádio Onu. Esses foram os projetos que implantamos de imediato. Temos alguns outros que estão sendo estudados e viabilizados e que deverão ser implantados no segundo semestre desse ano.

Pelo histórico da Educativa, como você a avalia em relação a ser um veículo cultural da cidade?

Essa preocupação é constante dentro da rádio, por isso estamos sempre avaliando nossa programação para que essa essência não se perca. Aproveito para destacar os programas de nosso final de semana que são 100% conduzidos por voluntários, pessoas que fazem de suas paixões programas de informação e de muita cultura. Esses voluntários são um outro grande tesouro que só uma emissora educativa pode ter.

Qual a média mensal de ouvintes?

A rádio atinge, pelas suas ondas, uma população de cerca de 1 milhão de habitantes, já que o sinal chega até os municípios vizinhos, além de termos nossa programação transmitida pela internet no site educativafm.com.br para todo o mundo. Acho que antes de pensarmos em quantidade de ouvintes a nossa preocupação é de fazer uma programação de qualidade, que possa agradar aos ouvintes e assim a audiência acaba sendo uma consequência do trabalho bem realizado.

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(Foto: Claudinho Coradini/JP)

Qual o futuro da rádio para os próximos dez anos?

Acho que dez anos para qualquer meio de comunicação é um tempo muito longo, diante das novas tecnologias, assim fica difícil de avaliar esse futuro. Mas nos próximos anos pretendemos acompanhar as tecnologias e, acima de tudo, a cada vez mais crescente necessidade de informação rápida que somente a rádio pode proporcionar. Analisando a evolução da comunicação, percebemos que talvez precisemos modernizar as plataformas, mas a forma de fazer notícia e entretenimento no rádio não muda.

O que ainda deseja alcançar profissionalmente?

Considero-me uma pessoa privilegiada e sempre agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de trabalhar fazendo o que mais gosto. Sei que são poucas as pessoas que têm esse privilégio, por isso sou muito agradecido. Desde que entrei no JP em 1986 sempre fui muito curioso e sempre gostei de viver novas experiências. Espero que Deus me permita continuar com o mesmo entusiasmo que tinha quando, aos 18 anos, pisei pela primeira na redação do Jornal de Piracicaba. Aliás, esse mesmo entusiasmo carrego até hoje quando a cada dia piso no estúdio da Educativa FM.

Quais aspectos da cidade te encantam?

Sou apaixonado pela cidade onde nasci. Gosto do Rio Piracicaba, dos parques e o que mais encanta na cidade é arborização.

 
 
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