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Segurança e qualidade de vida
Ana Rízia Caldeira
22/02/2017 12h07
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O comando do BPM é o posto que o policial que entra na academia almeja antes mesmo de sua formação. Segurança de qualidade e ordem pública para dar conforto a população são algumas das características da atuação do 10º Batalhão da Polícia Militar do Interior, que segue agora com a gestão do major Willians de Cerqueira Leite Martins.

Nascido em Araraquara, em 22 de junho de 1970, o comandante é filho de costureira e de ex-policial militar, considerando na figura do pai, que atuou em Piracicaba entre os anos 1970 e 1990, a motivação para ter seguido a carreira. Mestre e doutor em Ciências Sociais de Ordem Pública pelo Centro de Altos Estudos de Segurança da Academia de PM de Barro Branco, pós-graduado em Administração da Qualidade pela Fundação Armando Alvares Penteado, pós-graduado em Jornalismo pela faculdade Cásper Líbero e em Serviço de Polícia Comunitária, Cerqueira é também graduado em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul.

Martins assumiu o batalhão em 15 de dezembro do ano passado, mas já trabalhava como subcomandante do agora comandante aposentado Marcos Antônio Félix. Em plena função desde 1987, o major contou sobre os procedimentos, elaboração e desenvolvimento da PM na cidade e região.

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Quais são as regiões atendidas pelo 10º Batalhão da PM? De qual maneira são realizados os trabalhos?

Somos atuantes em 11 cidades, sendo elas: Piracicaba, Águas de São Pedro, São Pedro, Charqueada, Santa Maria da Serra, Capivari, Elias Fausto, Mumbuca, Saltinho, Rio das Pedras e Rafard. Temos vários programas de vigilância, como a Ronda Escolar, Policiamento com Bicicletas e Comunitário, Rádio Patrulhas, Forças Táticas, Rocams (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas), policiamento a pé e Patrulha Rural. Todas essas modalidades contribuem para um serviço de qualidade. Não podemos deixar de citar a plena atividade do canil que tem nos ajudado na apreensão de drogas. Desenvolvemos várias táticas policiais, como a operação Rua do Porto, Saque Seguro, operações na área de comércio, entre outras, visando sempre prevenir. Acreditamos assim que é possível melhorar a qualidade de vida.

Em que consiste o policiamento comunitário?

O policial militar é o maior propagador de direitos humanos porque é ele que coloca em risco a própria vida em prol das demais pessoas. O policiamento comunitário e de proximidade é aquele em que conversamos com as pessoas para saber o que está acontecendo na cidade para tomar providências. Os cidadãos podem se comunicar diretamente conosco e assim podem transmitir seus anseios e visão sobre o município. Fazendo um diálogo mais próximos entre os vários setores da sociedade, nós temos melhores resultados.

Como o batalhão realiza programas voltados à educação social?

Com a orientação por processos e informações, valorização das pessoas, conhecimento do mercado e a responsabilidade social, em que participamos das campanhas do agasalho, arrecadação de alimentos e do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência). Essas são ferramentas importantes no contexto de uma corporação que busca excelência. Um exemplo foi que, no ano passado, tivemos uma instrutora do Proerd que mais formou crianças no programa. Foram 3.364 jovens orientados pela cabo Sandra. Existe ainda na cidade convênio de trânsito que permite aos policiais atuarem na prevenção de acidentes de trânsito e em 2016 tivemos redução de mortes justamente por essa parceria com a gestão municipal na qual foram implementadas campanhas de educação preventiva e fiscalização mais efetiva.

De que forma o município pode contribuir para melhorar o trabalho da Polícia Militar e a segurança?

É interessante a população denunciar as ocorrências para a polícia e assim gerar uma cidade cada vez mais segura. Priorizamos os atendimentos do disque denúncia pelo 181. Contamos com o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), que gerencia chamadas pelo 190 na cidade e região. A participação pode acontecer ainda no Coseg (Coordenação de Gestão de Segurança) e nas audiências públicas, que são desenvolvidas para dar conhecimento ao nosso trabalho. Chamamos a atenção para a segurança pessoal, a qual pode ser feita por cada indivíduo. Com campanhas de conscientização para que as pessoas não utilizem seus celulares em vias públicas e guardem o IMEI, que pode ser obtido digitando no próprio aparelho *#06#. Poucos sabem, mas isso ajuda no rastreamento. É possível ainda realizar a segurança investindo em segurança primária, como o uso de câmeras de segurança e um grupo de WhatsApp entre os vizinhos, que podem se informar de atenções rotineiras.

A aproximação do cidadão e poder político pode ajudar de outra maneira?

Pode reforçar a vocação de policiamento preventivo, extensivo e fardado, além de gerar a sensação de segurança de forma efetiva. A conversa com os órgãos municipais, públicos e privados pode formar uma cidade melhor. É o que nós chamamos de cidade inteligente. Fazemos verificações contínuas de produtividade e das ocorrências criminais, assim por meio das estatísticas e feedback que as pessoas vão passando é possível saber se estamos na direção correta ou não. Temos uma constância de propósitos de toda PM orientada pelos processos de qualidade, uma visão de futuro que ela trabalhe cada vez mais com excelência na organização da ordem pública e na evolução da segurança, o que quebra o sentimento de que pode haver algum problema nessa área.

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(Foto: Claudinho Coradini/JP)

De que maneira a PM sabe onde é necessária maior atuação?

Estudamos semanalmente o que chamamos de reunião de análise crítica, para saber onde está ocorrendo a maior parte dos crimes na cidade e desenvolvemos patrulhamento em cima desses estudos, que são feitos a partir dos registos de boletim de ocorrência. Então toda semana elas são reformuladas. Aplicamos em Piracicaba uma ferramenta chamada diagnóstico evolutivo geoponderado, em que um lado se são analisados os crimes violentos contra o patrimônio, roubos e latrocínio. De outro, a produtividade policial, que é a apreensão de armas e de procurados. Essa ferramenta permitiu e contribuiu para nós mapearmos as regiões mais sensíveis e nas baixas de índices na área do 10º BPMI. Nós observamos os critérios do programa São Paulo contra o Crime, que são as taxas de roubo e furto de veículo e outros, além da letalidade violenta. Por isso nós conseguimos equacionar e ter índices aceitáveis nesses pontos, com avaliações positivas se comparado a anos anteriores.

Como é feito esse controle de índices?

Temos um controle de índices comparando com ocorrências anteriores. Nós tivemos aumento no número de prisões, comparado aos mesmos períodos anteriores, diminuição dos números de mortes violentas e redução no número de acidentes de trânsito. Como estamos em uma sequência de redução dos índices o desafio é procurar manter e melhorar a um patamar mais baixo possível. Tivemos noticiado esse ano que o número de mortes por homicídio doloso era o mais baixo desde 2010. Logicamente que seguir com essas taxas positivas é um desafio e nos trabalhamos forte para isso.

O gerenciamento policial possui metas qualitativas?

No batalhão são priorizados os processos de qualidade, que é um dos três pilares de nossa estrutura de gestão. O centro de nossa utilidade visa os policiais operacionais, provendo a eles conhecimento, tecnologia e comunicação. Nosso trabalho tem racionalidade e eficiência, os meios devem ser empregados onde é mais necessário. Nós primamos pelo policiamento orientado e a eficácia na aplicação dele. Por isso temos obtido resultados positivos contínuos, como a redução dos índices de roubos e furtos de veículos, além da letalidade violenta. Nesses pontos conseguimos reduções visíveis. Uma das metodologias que utilizamos é o modelo de excelência em gestão, da Fundação Nacional da Qualidade, a qual somos associados desde o ano de 2007.

Quais resultados obtiveram com os métodos?

Trabalhar com essas ferramentas deu no ano de 2016 o prêmio Polícia Militar da Qualidade. Somos uma das 13 unidades premiadas no Estado, que possui vários batalhões. Isso porque seguimos os critérios do MEG (Modelo de Excelência da Gestão). Nós utilizamos também os 5S, que são ferramentas de qualidade, e o PDCL (sigla em inglês para Planejar, Fazer, Checar e Aprender), que deve ser contínuo, sempre gerando melhoria interna. Em resumo, seguimos a ideia de que hoje tem que ser melhor do que ontem e amanhã tem que ser melhor do que hoje.

Quais seus desejos futuros?

Atuei muitos anos em Piracicaba em planejamento operacional e cheguei ao presente posto por meio da substituição natural e meritocracia. O comando do BPM é o posto que o policial que entra na academia almeja antes mesmo de sua formação, e eu considero isso um êxito muito interessante, mas ainda há a possibilidade de ser promovido a coronel da PM e isso vem naturalmente com o tempo e com o resultado dos trabalhos pessoais.

 
 
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